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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Violência sexual e as tecnologias da informação , como lidar?

As novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC’s), vem mudando aos poucos nosso estilo de vida. Há quem se questionem como nossos pais e avós conseguiam viver sem as comodidades e facilidades que as TIC’s agregam ao nosso cotidiano, mas, era sim possível e da mesma forma que as TIC’s vieram nos facilitar a vida, elas podem nos atrapalhar.

Poderíamos ficar horas dizendo dos benefícios e malefícios que o mal uso das TIC’s nos trazem nas diversas áreas da vida, entretanto, falaremos apenas de um aspecto: O DESENVOLVIMENTO DA SEXUALIDADE DE FORMA SAUDÁVEL. Já parou para pensar o quanto as “TIC’s” podem interferir nos nossos comportamentos, relacionamentos familiares e sociais, a saúde afetiva e sexual de todxs?

Atualmente as crianças e os adolescentes vivem em dois mundos: aquele que todos conhecemos, o mundo real, e o mundo virtual. O segundo parece muito mais interessante e surpreendente, oferecendo aventuras e oportunidades à busca pela autonomia, mas também, perigo e riscos. 
“O espaço cibernético, o mundo da internet e a velocidade da comunicação se tornaram o "lugar vivo de verdade" onde todos se encontram, aprendem, jogam, brincam, brigam, trocam fotos, ganham dinheiro, começam e terminam amizades e namoros”.

E sendo esse o lugar tão” vivo”, exerce uma grande influência ao desenvolvimento. Ao ponto de sofrermos violência graves que prejudicam e muito sua saúde física e psíquica. Quem nunca recebeu
ou compartilhou um nude que libere a senha do telefone! Brincadeiras à parte, o fato é que o problema não esta na ferramenta, mas sim em quem não a utiliza de uma forma adequada. O mais preocupante são as redes de pornografia, de pedofilia e de exploração sexual digital, com aliciamento de crianças e adolescentes e a produção de material com cenas de sexo explícito envolvendo menores de 18 anos.

No Brasil, o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (E.C.A.), que trata do crime que diz respeito à exploração sexual de crianças e adolescentes pela internet, prevê a responsabilização desses atos. Entretanto, esses crimes continuam sendo cometidos contra meninas e meninos, inclusive

pelos usuários terem em mente que a Internet é terra de ninguém, esquecendo que existe um
marco civil regulatório do uso das TIC’s. 

As grandes empresas de comunicação também devem fazer seu papel no combate as violências,
podendo ser também responsabilizadas. O cidadão pode se valer ainda de importantes canais
para cercear esse e outros tipos de violência como o serviço Disque 100, www.denuncia.org.br ou o sistema SaferNet Brasil www.safernet.com.br . 

Nesse cenário, Infelizmente, crianças e adolescentes não são mais apenas vítimas, mas também têm figurado como agentes de violência, numa lista cada vez maior de delitos cibernéticos, como ameaça, instigação ao suicídio, cyberbullying e a pornografia. Cabe a nós ainda orientar meninas e meninos sobre esse comportamentos que não contribui em nada no processo de desenvolvimento saudável, apresentando-lhes novas possibilidades de atitudes respeitosas nas relações que estabelece. sejam elas no mundo real ou no mundo virtual.  

 Por fim para saber como lidar nessa proteção acesse o link disponibilizado pelo CEDECA-BA em relação a essas altitudes http://www.cedeca.org.br/tira_duvida.cfm#td1 .

sexta-feira, 3 de março de 2017

Crianças trans não estão fingindo. Elas existem

Desenho feito por uma menina de 8 anos, de Aragón,
que mostra seu conflito antes que sua família
aceitasse sua identidade feminina
 Foto: Cortesia Associação Chrysalis
Postedo  Clipping LGBT

Em entrevista a Oprah Winfrey em 2008, Brad Pitt disse que Shiloh, a primeira de seus três filhos biológicos com Angelina Jolie, só queria ser chamada de John. “John ou Peter. Eu digo: ‘Shi, você quer suco?’ E ela: ‘John. Eu sou John’.” Shiloh tinha então 2 anos. Em 2010, falando à Vanity Fair, Angelina contou que a filha, àquela altura com 4 anos, gostava de se vestir como menino e queria ser um menino.

Em 2014, Shiloh, hoje prestes a completar 10 anos, apresentou-se de terno e gravata à cerimônia de estreia de um filme dirigido pela mãe. Brad Pitt e Angelina Jolie estão certos em apoiar o comportamento da filha? Deveriam desestimulá-lo? O que eles fazem ou deixam de fazer afetará o futuro de Shiloh? Há pouquíssima informação científica para orientar pais em situação como a do casal de atores.

Mas um raro estudo com crianças transgênero, publicado no ano passado no jornal Psychological Science, pode ajudar a jogar luz sobre a questão. O trabalho foi liderado pela psicóloga Kristina Olson, da Universidade de Washington. Nele, 32 crianças transgênero, com idade entre 5 e 12 anos, foram submetidas a exames como Teste de Associação Implícita para medir a velocidade com que associavam aspectos de gênero masculino e feminino à própria identidade.

Os autores concluíram que as crianças trans mostraram uma identificação tão automática com o gênero que escolheram quanto as crianças cisgênero (que, ao contrário das trans, identificam-se com seu sexo de nascimento). A conclusão de Kristina: “Embora sejam necessários mais estudos, nossos resultados mostram que as crianças trans não são confusas, rebeldes nem estão simplesmente fingindo ser o que não são. Crianças trans existem, e a identidade que cultivam está bastante arraigada nelas”.



Veja  os videos: 

Crianças trans precisam ser ouvidas

Trans(verso) 
  

O curta Trans(verso) mostra o dia a dia de quatro homens TRANS em seus processos de adaptação com seus medos e desejos. Foi produzido para disciplina de Pesquisa Extensão e Prática Pedagogia do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Espírito Santo sob a orientação do professor Vitor Gomes




Veja também:

Crianças transexuais: 10 histórias que vão emocionar você





sexta-feira, 21 de outubro de 2016

ONU disponibiliza planos de aula para professores trabalharem gênero na escola


 Via Clipping LGBT  por Carol Patrocinio

Crédito: Agencia Brasil EBC 
Publicado pelo portal Onda, em 8 de setembro de 2016

A discussão sobre educação de gênero nas escola já é uma pauta discutida há algum tempo, porém o entendimento disso ainda é superficial. Não se leva em consideração que todas as nossas relações são pautadas pela maneira como nos enxergamos e enxergamos ao outro. Já existe educação de gênero nas escolas, mesmo que silenciosa, e ela não é inclusiva. Ainda é uma educação sexual heteronormativa e fora da realidade dos estudantes.
Segundo estudo publicado no British Medical Journal, abordagem escolar sobre o sexo sexualidade é moralizante, negativa e é feita por professores destreinados, envergonhados, além de ser “científica demais”. O que contribui para varias violência no ambiente escolar relacionas as identidades de gênero e sexuais. - Acesse também: Ambiente escolar, Adolescência e LGBTFOBIA - 

A ONU – Organização das Nações Unidas lançou, em parceria com a iniciativa O Valente não é Violento, organizou e publicou um currículo de gênero que pode ser implantado com facilidade nas escolas e mudar essa realidade. O projeto foi financiado pelo União Europeia e revisado pela área de Projetos de Educação da UNESCO.

A ideia é atingir alunos do ensino médio com debates,discussões e materiais que os façam refletir sobre as relações que criam entre si e como todas elas são influenciadas por papéis de gênero e amarras sociais.

As aulas falam sobre (1) Sexo, gênero e poder; (2) Violências e suas interfaces; (3) Estereótipos de gênero e esportes; (4) Estereótipos de gênero, raça/etnia e mídia; (5) Estereótipos de gênero, carreiras e profissões: diferenças e desigualdades; e (6) Vulnerabilidades e prevenção. Os documentos trazem referências, bibliografia e até indicação de filmes que abordam as questões.

Todas as aulas estão disponíveis para download e os profissionais que quiserem discutir o currículo ou falar sobre sua aplicação podem entrar em contato com a instituição pelo e-mail ovalentenaoeviolento@gmail.com.









domingo, 17 de maio de 2015

Direto sexuais e reprodutivos, o que a violência sexual tem haver com isso?


É super importante o acesso à informação que garanta um desenvolvimento pleno e saudável, sem medo, vergonha, culpa, falsas crenças e outros impedimentos à livre expressão dos desejos.Você sabia que sexualidade tem a ver com direitos? Nosso corpo e nossa mente têm desejos e vontades em relação a nós mesmos e aos outros. Às vezes fica parecendo que sexualidade é só transar
ou prevenir a gravidez e as doenças sexualmente transmissíveis. Na verdade, sexualidade é algo bem maior, faz parte da nossa vida, tem a ver com o nosso comportamento, nossas emoções, nossos desejos, nossos sentimentos, nossos prazeres e nossas relações pessoais e sociais.

Precisamos superar mitos e tabus para falar de sexualidade na adolescência. Às vezes a gente não encontra alguém disposto a falar das mudanças pelas quais passamos nessa idade. Às vezes a gente mesmo tem vergonha de falar sobre isso. Mas não é porque o assunto é difícil que vamos deixá-lo de lado!

É também a partir do acesso a essa informação e que também aprendemos a dizer não as varias formas da violação desse diretos . E ele começa desde de quando nascemos até a nossa morte.

Siiiiiiiiiim a Sexualidade nos acompanha por toda a nossa vida. E em cada fase teremos necessidade de algumas informações necessárias para viver de forma cada vez mais saudável e de boa os nosso direitos sexuais. Por isso reafirmar que temos Direto sexuais e que eles também são direitos humanos é preciso sempre. Pois quanto mais as pessoas e agente mesmo entende e exerce esse direitos mais teremos forma de prevenir a violência sexual. E como já falamos varias vezes que essa violência sexual não é só o ato do sexo sem o consentimento , mas ela pode acontecer de varias formas.

Educar para a sexualidade é educar para a vida; ou seja, do mesmo modo como estudamos e aprendemos uma profissão, devemos aprender a viver nossa sexualidade. É necessário um diálogo sincero sobre esse assunto, transparente, livre de preconceitos e de estigmas. Esse papel deve ser cumprido pelos pais, pela escola e também pelos órgãos públicos de saúde.

Além disso, na adolescência há também mudanças na mente e no coração. Os sentimentos ficam confusos. Um dia a gente está sentindo uma alegria enorme. No outro, o ânimo está pra baixo, a gente anda dando chute nas pedras. É quando as paixões acontecem, as inseguranças, os desejos, as frustrações e sonhos.

Neste 18 de maio preparamos um vídeo que fala dos 12 Diretos sexuais que todxs nós temos, é só tacar o Play assistir deixar seu comentário e compartilhar com os ZamigXs

Pois é nessas informações que apostamos para agente se auto proteger e também que esta mais próximo.Veja no face também as imagens que preparamos com cada um desse Diretos (Album)
E claro faça bonito , Proteja  nossas crianças e adolescentes. 


terça-feira, 5 de novembro de 2013

A primeira vez agente nunca esquece.



Gente, como vocês sabem, já entrei na me fase da adolescência.  E não é que estou gostando, apesar de ser tudo muito novo para mim. Até já ganhei a minha primeira espinha. Mas quero compartilhar como vocês outra experiência. Na semana passada fui à ginecologista. Minhas amigas até acharam estranho eu ir, mas percebi que já era a hora. E como sei que não é um momento fácil na vida de muitas meninas resolvi escreve sobre essa experiência.
Era manhã e estava muito quente. E eu já lá na fila esperando para me consultar pela primeira vez com a ginecologista, e ela já de começou me perguntando o porquê da minha ida lá.  Fiquei sem jeito, mas, como estava lá respirei fundo e respondi. “Bom, vim por que tenho notado mudanças no meu corpo e queria ver com que sinais devo me preocupar já que as mudanças vão acontecer de qualquer forma, eu preciso saber para que não ficasse assustada com elas”. Respirei aliviada. Então ela me disse que eu a procurei no momento certo, pois nessa fase da vida rolam muitas duvidas tanto nas meninas quanto nos meninos (mas no caso dos meninos é outro especialista o urologista) e que poderia ficar tranquila pois estava no caminho certo. Então ela me fez outras perguntas como se já tive a minha primeira menstruação (menarca) se já havia iniciado a minha vida sexual, se eu percebia algum corrimento ou cheiro forte vindo das minhas partes intimas ou se notava alguma alteração nos meus seios. Ufa!!! Tantas perguntas né? Mas fui respondendo na medida em que ela perguntava, tentando não deixar vir uma vergonha que não tinha o menor sentido. Às vezes se fica assim meio sem jeito, mas ela também foi muito legal e conseguiu me deixar a vontade para prosseguirmos na consulta. Como respondi não para a maioria das perguntas, ela disse que a consulta iria ficar naquela conversa que não havia necessidade de um exame de toque. A não ser nos meus seios. Fiquei chocada. Achei que iria ficar nua, que ela fosse colocar algum aparelho em mim. Mas nada disso aconteceu, só mesmo me ensinou a fazer o auto exame das mamas e disse alguns cuidados que eu deveria adotar, tipo: Quando decidisse iniciar minha vida sexual que nunca esquecesse de usar preservativo, e que quando essa decisão fosse tomada que eu deveria  procurá-la. Outra coisa muito importante que ela me entregou foi uma caderneta da saúde do adolescente. Nessa caderneta tem muitas informações que me ajudaria a

acompanhar as mudanças de todo o meu corpo inclusive as mudanças mais íntimas. Tem tanto para as meninas (CLIQUE AQUI PARA CONHECER)  quanto para os meninos (CLIQUE AQUI PARACONHECER) )
 Bem essa experiência eu não vou esquecer tão cedo, até por que foi uma experiência legal.  Também por que para muitas meninas, inclusive para as minhas amigas essa ida a ginecologista não é tão tranquila assim. Aí que entendi que isso faz parte do nosso direito  a saúde e também dos nosso direitos sexuais, que não são poucos( vou colocar alguns aí  embaixo para você terem uma ideia). Outro direito é que esse profissional deve guarda sigilo  do que foi conversado na consulta e que a parti desta conversa eu vou poder ter acesso aos métodos para evitar a gravidez não planejada e também as doenças sexualmente transmissíveis – DST`S- . Esse papo das DST’S agente conversa mais para frente. Só sei que fiquei muito feliz com essas descobertas e que  valeu muito a pensa ter agendando essa consulta.
Ah pessoal, não se esqueça de comentar e também de compartilhar com seu amig@s.
 Beijos até mais!

  











 Veja aqui mais sobre quais são esse direitos>>>> (clique)


Para saber mais:

Declaração dos Direitos Sexuais
http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/gays/direitossexuais.html

Negligenciados e Desinformados?
http://www.iwhc.org/index.php?option=com_content&task=view&id=3118&Itemid=344



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