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sábado, 20 de janeiro de 2018

6 dicas de conteúdos para planejar suas atividades em oficinas e na escola

Começo de ano é um momento de realização de planejamentos né verdade? Desde os planejamentos pessoais aos profissionais e em alguma medida sociais. Passada as euforias das festas e
comemorações de fim de ano, nós nos programamos para cumprir e realizar desejos de melhoria em nossas vidas.

Pois bem, o planejamento é um caminho interessante para não repetirmos coisas, gestos situações que foram uma verdadeira pedra no sapato. Claro que tem coisas que não dependem única e exclusivamente da gente, mas ainda assim é possível melhorar.

Você que atua na defesa dos direitos humanos, já pensou quais os caminhos e investimentos irá fazer no ano de 2018? Bom nós da campanha Ana também estamos nesse processo de pensar e planejar nossas pequenas revoluções diárias. E queríamos aqui aproveita para compartilhar com você alguns texto e metodologias que estamos pesquisando.

Você que atua como educadora (o) seja na educação em escolas públicas e/ou particulares, ou mesmo em atividade como oficinas em diversos espaços pode ajudar a reforçar os conteúdos sobre igualdade de gênero, combate ao racismo, Direitos Humanos, Direitos sexuais, enfretamento a LGBTfobia e prevenção a violência sexual contra meninas e meninos.

Nossa listinha tem bastante coisas, mas vamos um passo de cada vez, neste post vamos compartilhar 6! Vale lembrar que cada um desse matérias são complementares e de iniciativas diversas.

Vamos a lista:

#1 A primeira é o movimento escola sem machismo impulsionado pela iniciativa O Valente não é Violento elaborou 6 planos de aulas sobre gênero e a sua relação com esporte, mídia e fim da violência, de estereótipos e desigualdades. Ai em baixo tem cada um deles separados, aproveita para baixar e fazer parte do movimento #EscolaSemMachismo Essa é uma atividade pensada pelo Organização ONu Mulheres.

1. Sexo, gênero e poder: goo.gl/ZJ1pzA

2. Violência e suas interfaces: https://goo.gl/wZLGIX

3. Estereótipos de gênero e esportes: https://goo.gl/R6AzgF

4. Estereótipos de gênero, raça/etnia e mídia: https://goo.gl/7SZNyE

5. Estereótipos de gênero, carreiras e profissões: diferenças e desigualdades: https://goo.gl/MEEOLO

6. Vulnerabilidades e prevenção: https://goo.gl/AH9JgT

#2 Também na linha das discussões de gênero e sexualidade tem as cartilhas ANA conexão e o Caderno pedagógico feito por nós. Nesse dois materiais você vai encontrar conteúdos relacionados aos Direitos sexuais da pessoa humana, direitos humanos, web ativismo e combate e prevenção a violência sexual contra crianças e adolescentes.

1. Caderno Pedagógico: Formação em Webativismo e enfrentamento às Violências Sexuais Download 

2. Cartilha: Conexão ANA Guia de Autoproteção de Crianças e Adolescentes: Download

#3 Que tal discutir as questões raciais antes de novembro? É que muitxs educadores só fazem essa discussão no mês da consciência negra. Se você não é um(a) desse(a), desconsidere a alfinetada! Então nossa terceira dica fica por conta do projeto da Unesco apresenta as mulheres africanas ou mulheres de ascendência africana. A sacada é conhecer a história do continente a partir da luta das mulheres de lá. Genial ne? Nós também achamos. A primeira historia que tivemos acesso em português e em quadrinhos (amo!) é da Rainha Njinga. Figura da resistência africana contra o colonialismo, a Rainha Njinga marcou a história de Angola do século XVII. Também tem o site que do projeto que vale dar uma navegada. Tá em inglês mas se você não domina o idioma, sem problemas, é só ir na barra de endereço no (canto superior direito) e pedir para traduzir!

1. Historia da Njinga a Mbande, Rainha do Ndongo e do Matamba: Download

2. Site do Projeto: https://en.unesco.org/womeninafrica/


#4 Essa dica vem do Programa Jovens Urbanos é o livro da sistematização da metodologias do Programa em diálogo com as políticas da Secretaria de Educação de Minas Gerais, o livro oferece algumas trilhas de saberes e práticas para a educação integral de jovens, delineando a primeira parte de um itinerário para uma escola transformadora. Tá tudinho no site. Se não tiver tempo hábil para ler todo o conteúdo do livro, no site também tem alguns fragmentos desse livro itinerário. Lá você pode acessar e baixar materiais com sugestões de atividades para o trabalho direto com os jovens de sua escola. Mas é importante ler tudo hem!

Também você vai encontrar uma série de vídeos que aborda, de maneira direta e criativa, algumas concepções e práticas de educação integral.

Site do Programa com os materiais: https://educacaoeparticipacao.org.br/tematica/itinerarios-para-juventudes-e-educacao-integral/



#5 Em Maio em virtude do Dia Nacional de enfretamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, nós da campanha ANA selecionamos uma gama de conteúdos para realizar refletir e desenvolver atividades. Seja elas com qualquer faixa etária, é preciso muito cuidado na condução.

1. Conteúdos de apoio: Download

2. Sugestões de atividades: Download


#6 Feito as várias mãos, o Caderno temático n° 3 “Direitos Sexuais São Direitos Humanos” Coletânea de Textos – Tem como autores membros das redes do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes e Rede Ecpat Brasil. É um excelente guia no debate e reflexão sobre o tema. Mais do que um registro de ideias, o Caderno se constitui em símbolo da permanente repactuação social para a garantia do direito humano de crianças e adolescentes exercerem sua sexualidade, no contexto da sua condição de pessoa em desenvolvimento.

Caderno temático n° 3 “Direitos Sexuais São Direitos Humanos Download

Curtiu  as dicas de conteúdos,  marca   ai  em baixo na postagem   o que você achou e compartilhe com  os colegas educadores!



domingo, 27 de agosto de 2017

A professora substituta e sua orientação sexual. Ou uma aula que mexe com a gente.

As aulas voltaram faz pouco tempo, mas já rolou um estranhamento na minha turma. Tudo por conta de uma professora substituta. 

Calma, eu vou contar toda história!!!

Chegamos na escola, depois de alguns dias de recesso. Já prontos na carteira para começar a assistir a aula. Ela chegou com um sorriso enorme de bom dia. Ela era a professora substituta das aulas de história, ela escreveu o seu nome na lousa– BEATRIZ - e cortou o seu nome ao meio dizendo, como iremos ficar juntos até o final do ano, vocês têm a liberdade de me chamar de Bea. Eu tenho a lista com o nome de todos vocês, mas acho que é melhor cada um se apresentar.

Eu fiquei chocada, na verdade muito contente com a primeira abordagem da Bea. Ela foi bem assertiva mesmo, já que iremos passar quase seis meses juntos, o melhor seria que nós nos conhecer. Todos ficaram meio sem saber o que fazer, e sem perder tempo, a Bea logo se apresentou, dizendo onde morava, qual tinha sido a última escola que deu aula, e suas motivações como professora. E jogou a bola para turma para se apresentar, e cada um foi se apresentando uns com mais e outros com menos dificuldade, foram inclusive, dizendo se gostavam ou não da matéria e o porquê. Foi bem interessante essa interação inicial até o momento que um dos meninos - tinha que ser né? - Perguntou se ela era comprometida. Ela sem pestanejar, respondeu que sim. Que além de ter uma companheira, ela também é comprometida com muitas outras coisas nesse mundo. E foi aí que o burburinho começou. O mais legal, foi que a professora quis saber mais o porquê de tanto burburinho.

Como assim professora, a senhora tem uma companheira? Perguntou um dos meninos lá do fundão. Ela com muita tranquilidade respondeu, sou casada com outra mulher. Isso não é tranquilo para você? Jogou a pergunta para turma. Alguns olharam com interesse e outros meio de rabo de olho. Mas isso geralmente acontece por que pensamos que o professor ou a professora não tem uma vida para além da sala de aula. E claro, em muitas escolas esse assunto é um tabu e poucas pessoas tem coragem como a Bea de discutir abertamente. E olha, vou te dizer que isso rendeu a aula toda, claro com algumas interrupções bem calorosa de alguns estudantes que não concordavam, inclusive um desse estudantes questionou: Isso é aula de história ou de sexualidade?

Parece que a professora estava esperando essa pergunta. Ela simplesmente respondeu. Bem pode ser as duas coisas, pois tudo está ligado a história. Ela pegou o giz e escreveu bem grande no quadro (em algumas regiões se escreve Lousa) “1996”. Quem de vocês era nascido nessa época?

Nenhum de nós, pois, a maioria da turma nasceu de no ano de 2002 para lá. Foi aí que ela, nos localizou na história. Eu fui lá só tomando nota. Ela disse que nesse ano aconteceu no Brasil o 1º Seminário Nacional de Lésbicas e bissexuais. E nesse seminário escolheram o dia 29 de agosto como o dia nacional da visibilidade lésbica. O mês de agosto depois dessa data virou um mês de referência e marco de luta das mulheres. Não é o um máximo?!

Completou dizendo que infelizmente, há muitos motivos que justificam a criação dessa data, pois nossa sociedade ainda ignora a realidade das mulheres lésbicas, negando a representatividade lésbica em diversos espaços ou inviabilizando pesquisas e ações sociais próprias para a realidade dessas mulheres.

As mulheres lésbicas, são alvo de violência simbólica, verbal, psicológica, física e econômica em todos os espaços: na família, na rua, nos hospitais, na escola e no trabalho. Essas opressões são impostas pela sociedade patriarcal, causa muito sofrimento, podendo provocar a negação da própria sexualidade, afastamento de familiares, a construção de uma vida dupla e, em alguns casos, suicídio. A Bea mandou muito bem né?! E continuou trazendo mais informações, como a questão da violência que sofrem essa mulheres: Dentre as expressões mais extremas de violência contra lésbicas existe do chamado estupro “corretivo” ¹, prática cruel, que é movida pela intolerância à orientação sexual das mulheres lésbicas. É importante ressaltar que as mulheres lésbicas negras e/ou periféricas estão ainda mais vulneráveis a essas diferentes formas de violência.

A turma todo ficou chocada, pois, embora muitos estudantes ali se veem heterossexuais, não imaginavam que fatos como esse ainda ocorre com amigas e conhecidas. Outro choque também, foi a forma que a professora usou para aproximar esse fato histórico de uma conquista das mulheres lésbicas e bissexuais ao nosso cotidiano. E por fim, ela falou que nas próximas aulas ela iria debater com a gente sobre machismo, patriarcado e feminismo. Aí um dos meninos meio para tirar a seriedade da discussão, falou que ela estava pregando sobre a ideologia de gênero e que a escola deveria ser sem partido.

Aí a Bea respondeu na classe: Nós professores, temos o papel de saber ouvir o que nossos estudantes querem dizer. A sexualidade, tão explorada algumas vezes, ainda é tratada como um tema proibido nas escolas. A nossa sala de aula deve ser um local para que vocês estudantes, possam expor seus questionamentos, desmitificar alguns assuntos, quebrar tabus e principalmente, poder colocar para fora todos os seus sentimentos. Nas minhas aulas, vocês não serão apenas meros ouvintes, quero que sejam ativos e participativos na discussão do tema. Depois vamos discutir com calma sobre o que é essa tal de Ideologia de gênero e escola sem partido, tudo dentro de uma base do estudo da história.

Lacrou não foi? Eu achei. Bem para finalizar a aula ela passou esse vídeo, achei super massa. E vim pra casa pensando... Será que as professoras e os professores não falam sobre sua sexualidade e orientação sexual por medo? E você o que acha?

Deixa aí nos comentários.





1- O estupro corretivo é uma violência sexual em que homens estupram mulheres lésbicas como um modo de "corrigir" suas sexualidades.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Menina ou menino? Não, são interssexuais!


Você sabe o que é interssexualidade? A dimensão da vivência e da construção do nosso ser vai muito além de ser menino ou menina. Além das questões biológicas, nosso corpo é também uma construção psicossocial, ou seja, tem haver com muitas outras formas de estar e no mundo.  Mas quando esses modos de viver no mundo interferem nos nossos direitos, aí sim é um problema.  Foi pensando nisso que o boletim da campanha Ana buscou nesse mês, informações para ampliarmos o debate em torno da construção de sujeitos crianças. 
Além do artigo feito pela Carol Arcari  do Instituto  Cores, conversamos também  com Thais Emilia de Campos.  Mãe de 3 filh@x, casada, Doutoranda na Unesp,  Educadora Sexual/Sexóloga e Psicopedagoga. Ela luta pelos Direitos Humanos desde muito pequena.  E Foi na gestação do seu terceiro filho que ela se deparou com as questões que cercam as pessoas interssexuais.  Confira nossa conversa com ela e entenda melhor os desafios que pessoas intersexo enfrentam.  Ah não se esquece de deixe seu comentário.  ( Clique aqui) 

  

Crianças trans não estão fingindo. Elas existem

Desenho feito por uma menina de 8 anos, de Aragón,
que mostra seu conflito antes que sua família
aceitasse sua identidade feminina
 Foto: Cortesia Associação Chrysalis
Postedo  Clipping LGBT

Em entrevista a Oprah Winfrey em 2008, Brad Pitt disse que Shiloh, a primeira de seus três filhos biológicos com Angelina Jolie, só queria ser chamada de John. “John ou Peter. Eu digo: ‘Shi, você quer suco?’ E ela: ‘John. Eu sou John’.” Shiloh tinha então 2 anos. Em 2010, falando à Vanity Fair, Angelina contou que a filha, àquela altura com 4 anos, gostava de se vestir como menino e queria ser um menino.

Em 2014, Shiloh, hoje prestes a completar 10 anos, apresentou-se de terno e gravata à cerimônia de estreia de um filme dirigido pela mãe. Brad Pitt e Angelina Jolie estão certos em apoiar o comportamento da filha? Deveriam desestimulá-lo? O que eles fazem ou deixam de fazer afetará o futuro de Shiloh? Há pouquíssima informação científica para orientar pais em situação como a do casal de atores.

Mas um raro estudo com crianças transgênero, publicado no ano passado no jornal Psychological Science, pode ajudar a jogar luz sobre a questão. O trabalho foi liderado pela psicóloga Kristina Olson, da Universidade de Washington. Nele, 32 crianças transgênero, com idade entre 5 e 12 anos, foram submetidas a exames como Teste de Associação Implícita para medir a velocidade com que associavam aspectos de gênero masculino e feminino à própria identidade.

Os autores concluíram que as crianças trans mostraram uma identificação tão automática com o gênero que escolheram quanto as crianças cisgênero (que, ao contrário das trans, identificam-se com seu sexo de nascimento). A conclusão de Kristina: “Embora sejam necessários mais estudos, nossos resultados mostram que as crianças trans não são confusas, rebeldes nem estão simplesmente fingindo ser o que não são. Crianças trans existem, e a identidade que cultivam está bastante arraigada nelas”.



Veja  os videos: 

Crianças trans precisam ser ouvidas

Trans(verso) 
  

O curta Trans(verso) mostra o dia a dia de quatro homens TRANS em seus processos de adaptação com seus medos e desejos. Foi produzido para disciplina de Pesquisa Extensão e Prática Pedagogia do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Espírito Santo sob a orientação do professor Vitor Gomes




Veja também:

Crianças transexuais: 10 histórias que vão emocionar você





domingo, 18 de dezembro de 2016

Bravo! O comercial natalino que quebrou estereótipos da família tradicional



A rede supermercadista Sainsbury’s,
do Reino Unido, está dando o que falar desde o lançamento da sua campanha de Natal. A ideia era justamente representar a modernidade dos britânicos e deixar claro que toda formação familiar é válida e merece ser celebrada.De acordo com uma declaração da rede sobre o comercial, a ideia era refletir na campanha o que já acontece na prática, todos os dias. Além de ter criado uma propaganda com foco na diversidade, mostrando casais homoafetivos, a marca chama as pessoas para contribuírem com doações – o dinheiro arrecado será revertido à Great Ormond Street Hospital Children’s Charity, que promove acomodação para as famílias de crianças internadas.

De acordo com uma declaração da rede sobre o comercial, a ideia era refletir na campanha o que já acontece na prática, todos os dias. Além de ter criado uma propaganda com foco na diversidade, mostrando casais homoafetivos, a marca chama as pessoas para contribuírem com doações – o dinheiro arrecado será revertido à Great Ormond Street Hospital Children’s Charity, que promove acomodação para as famílias de crianças internadas.

A música tema do comercial ficou por conta do talento de James Corden, e a letra fala sobre o melhor presente de Natal que, no final das contas, é realmente marcar presença entre os familiares e demonstrar amor, carinho e atenção. O que você achou?
A música tema do comercial ficou por conta do talento de James Corden, e a letra fala sobre o melhor presente de Natal que, no final das contas, é realmente marcar presença entre os familiares e demonstrar amor, carinho e atenção. O que você achou?



Projeto Co-Financiado União Europeia

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