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segunda-feira, 11 de junho de 2018

*Chega de Trabalho Infantil!


*Texto parcialmente reproduzido do site chegadetrabalhoinfantil.org.br
12 de Junho é sempre lembrado pelo dia das pessoas apaixonadas -  dia das e dos namorados-  e essa é também uma parte importante de nós ...Mas também é um dia muito de lembrar DO DIA INTERNACIONAL DE COMBATE AO TRABALHO INFANTIL.  É isso é sim da nossa conta, por que segundo levantamento da REDE Peteca, 152 milhões de crianças e adolescentes em idade de 5 a 17 anos vivenciam essa situação.  70% delas estão na agricultura, ou seja ou agro não é pop! 11,9% na indústria e 17,1% em serviços dos mais variados.  Outro dado importante é o recorte de gênero: 2 em cada 3 crianças em situação de trabalho infantil são do sexo masculino, mas as meninas predominam no trabalho infantil doméstico: 94%, segundo dados do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil - FNPETI.
 
As consequências do trabalho na vida de crianças e adolescentes são inúmeras. Além de muitas vezes reproduzir o ciclo de pobreza da família, o trabalho infantil prejudica a aprendizagem da criança, quando não a tira da escola e a torna vulnerável em diversos aspectos, incluindo a saúde, exposição à violência, assédio sexual, esforços físicos intensos, acidentes com máquinas e animais no meio rural, entre outros.


Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador aponta que quanto mais precoce é a entrada no mercado de trabalho, menor é a renda obtida ao longo da vida adulta. Esse sistema mantém os altos graus de desigualdade social.
De acordo com o estudo Trabalho Infantil e Adolescente: impacto econômico e os desafios para a inserção de jovens no mercado de trabalho no Cone Sul, no caso de jornadas de 36 horas semanais, a evasão escolar pode chegar a 40%. Para a mesma carga de trabalho, a queda no rendimento varia de 10% a 15%, dependendo da série. O desinteresse pelos estudos compromete, no futuro, o ingresso no mercado de trabalho.
O trabalho afeta a capacidade da criança para frequentar a escola e aprender, tirando dela a oportunidade de realizar plenamente seus direitos à educação, lazer e desenvolvimento. Uma vida saudável ajuda na transição para a vida adulta bem-sucedida, com trabalho digno, após a conclusão da escolaridade.
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2015, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que 2,7 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalham em todo o território nacional. Esta pesquisa é a base do mapa aqui apesentado.

Contudo, em 2017, o IBGE divulgou os dados do trabalho infantil no Brasil, com base em nova metodologia utilizada na PNAD, que aponta 1,8 milhões de meninos e meninas de 5 a 17 anos trabalhando, em 2016, em atividades proibidas pela legislação, ou seja, em situação de trabalho infantil, tratando os demais casos mensurados como trabalho permitido.
Os números, embora alarmantes, não correspondem à realidade. Apontam falsa redução de mais de 1 milhão de crianças trabalhadoras, em relação ao ano 2015″, explica a procuradora do Trabalho Elisiane Santos. Nota explicativa do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) ressalta que ao apresentar o número de 1,8 milhões, não foram somados os dados de crianças e adolescentes que trabalham para o próprio consumo.
“Em pleno momento de retrocessos, em que se percebe cortes orçamentários nas políticas sociais estratégicas para o enfrentamento do trabalho infantil, como saúde e educação, assim como a precarização da fiscalização do trabalho infantil e escravo, a difusão destes números mais parece estratégia de invisibilizar o grave problema, por parte do atual governo. Trata-se de visível mascaramento da realidade social trágica de milhões de crianças e adolescentes que pode trazer efeitos perversos nas estratégias de enfrentamento do problema”, assegura.
Brincar é um direito!
O direito de brincar é reconhecido internacionalmente desde 1959 na Declaração Universal dos Direitos da Criança, que o prevê como uma vertente do direito à liberdade de meninos e meninas.
Brincar na rua, ter contato com a natureza e se expressar pelas artes são algumas das atividades consideradas importantes para o processo de aprendizagem infantil. No entanto, quando o trabalho passa a fazer parte da vida de muitas crianças, reduz-se drasticamente o direito à infância.
Stuart Brown, especialista na arte do brincar, defende que a brincadeira é uma maneira acessível das crianças lerem o mundo. “Valores como companheirismo, autonomia, liderança e solidariedade também estão embutidos em diversas formas do brincar”, pontua o professor, em reportagem do Centro de Referências em Educação Integral.

Para Ajudar   na visibilidade desse problema, produzimos esse 18 cartões virtuais para que possamos refletir e chamar a atenção para esse problemática que ainda rouba o tempo de desenvolvimento de meninas e meninos.  #compartilhe com seus amigos


















#CombateaAoTrabalhoInfantil #digaNãoAotrabalhoIntantil  
#projetaMeninasEmeninos #chegadetrabalhoInfatil



quarta-feira, 11 de junho de 2014

TRABALHO INFANTIL NO CONTEXTO DO MEGA-EVENTO COPA DO MUNDO FIFA 2014


Por Eduardo Paysan Gomes[1]

            De acordo com Relatório Global divulgado pela Organização Internacional do Trabalho - OIT, em 2008, havia 215 milhões de crianças e adolescentes entre 05 e 17 anos trabalhando, no mundo, sendo 115 milhões envolvidos nas suas piores formas.

Nos últimos anos, o Brasil vem se empenhando, seriamente, com vistas à redução do trabalho infantil, tendo atingido considerável redução de sua ocorrência. Conforme dados oficiais da PNAD/IBGE, houve redução de 56% da taxa de crianças e adolescentes entre 05 e 17 anos inseridas no trabalho infantil, entre os anos de 1992 e 2011.

Tal fato pesou sobremaneira na decisão de ter sido realizada aqui, no Brasil, em outubro do ano passado (2013), a III Conferência Global sobre Trabalho Infantil, com os seguintes objetivos: 1) Fazer um balanço dos progressos realizados desde a adoção da Convenção n.º 182 da OIT (Piores Formas de Trabalho Infantil); 2) Avaliar os obstáculos e propor medidas para acelerar o progresso na eliminação das piores formas de trabalho infantil; 3) Propiciar a troca de experiências sobre as estratégias adotadas pelos países participantes para o enfrentamento do trabalho infantil.

O documento orientador da III Conferência Global refere-se ao conceito de trabalho infantil a partir do texto das Convenções n.ºs 138 e 182 da OIT, sendo todo tipo de atividade laboral realizada por crianças e adolescentes em desacordo com a idade estabelecida em lei para a permissão da entrada no mercado de trabalho, atividade que viola os seus direitos fundamentais e pode ser remunerada ou não, realizada para o mercado ou não, eventual ou não.

No Brasil, conforme a Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), em seu artigo 60: “É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz.”

Esse dispositivo encontra amparo na nossa Constituição Federal de 1988, que no inciso XXXIII, do seu artigo 6º, dispõe: “proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos” (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)

            O envolvimento de crianças e adolescentes no trabalho infantil prejudica o seu desenvolvimento saudável, além de contribuir para a queda do rendimento escolar, distorção idade/série e evasão escolar, que, por conseguinte, vão contribuir para formar futuros(as) trabalhadores(as) desqualificados(as) e com baixa remuneração, desenvolvendo um ciclo perverso, que perpetua a pobreza entre várias gerações de suas famílias.

            Para pôr um fim a essa realidade, uma série de esforços internacionais vêm sendo desenvolvidos, dentre os quais vale destacar a instituição, em 2002, do dia 12 de junho como “Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil”. Em 2006, a OIT lançou um Plano Global de Ação, que estabeleceu medidas urgentes a serem adotadas pelos países para a eliminação do trabalho infantil.

            Devemos considerar que grande parte da redução do trabalho infantil verificada no Brasil deve-se a(o):

  • Reconhecimento oficial do problema (anos 90);
  • Legislação avançada;
  • Política ativa de Estado;
  • Informações Estatísticas consistentes;
  • Avanço na Base de Conhecimento;
  • Políticas Nacionais: redução da pobreza, aumento do salário mínimo, geração de emprego, extensão da proteção social, educação: extensão da escolaridade obrigatória, escolas de tempo integral);
  • Intersetorialidade.

            Neste mesmo momento histórico, no Brasil, assumimos o compromisso de erradicação das piores formas do trabalho infantil até o ano de 2016 e de todas as formas de trabalho infantil até o ano de 2020.

            De acordo com os dados da PNAD/IBGE, de 2011, as crianças e adolescentes ocupados(as) concentram-se nos seguintes percentuais: 24,2% entre os 15 e 17 anos (2.557.000 adolescentes); 6% entre os 10 e 14 anos (1.027.000 crianças e adolescentes); e 0,6% entre 05 e 09 anos (89.000 crianças).

            Porém, identifica-se a necessidade de adotar novas estratégias para continuar a avançar na erradicação do trabalho infantil. Exemplo do desafio a ser enfrentado é a constatação de que grande parte das famílias mesmo estando inseridas em programas de transferência de renda, como o Programa Bolsa Família (PBF) e cumprindo a condicionalidade de manutenção de seus/suas filhos/as na escola, esses/as crianças e adolescentes ainda são encontradas em atividades laborais precoces.

            Portanto, embora o país tenha avançado na erradicação da extrema pobreza (miséria), muitas das crianças e adolescentes encontram outras motivações para o trabalho infantil, não sendo somente a tradicional justificativa de ajudarem seus pais no sustento da família, a fim de garantir a sua alimentação, por exemplo.

Devido à complexidade de tais demandas, o enfrentamento a tais questões só é possível mediante uma ação articulada entre as diversas políticas públicas, construindo-se uma intersetorialidade entre as políticas de: assistência social, educação, qualificação profissional, geração de trabalho e renda, saúde, segurança pública, etc.

            Devemos ressaltar, ainda, que existem diversos outros desafios para atingir às metas propostas, haja vista, principalmente, que, dentre as piores formas de trabalho infantil, encontram-se: trabalho no narcotráfico, exploração sexual, etc.

            Dentre as questões complexas a serem enfrentadas existe um fator que não costuma ser apresentado nos documentos dos organismos internacionais ou mesmo do governo brasileiro, que diz respeito à própria lógica capitalista do consumo na qual nossos(as) jovens se encontram inseridos(as), a partir da forte publicidade a que são expostos(as), através dos grandes meios de comunicação de massa.

            Considerando serem pessoas em condição peculiar de desenvolvimento encontram-se ainda mais vulneráveis aos mecanismos e estratégias utilizados pela propaganda e marketing de massa, de forma que acabam por construir sua identidade e pertencimento à sociedade a partir da lógica de “possuir”, ao invés da lógica do “ser”. Assim, só se considera que alguém tem valor dentro da sociedade a partir do status adquirido com o consumo de produtos de determinadas marcas. Portanto, o valor de cada ser humano é considerado secundário. Resumindo: você vale pelo que você tem.

            O reposicionamento de uma cultura que (re)valorize o ser humano, no nosso entendimento, deve ser trabalhado de forma exaustiva nos diversos espaços educativos da sociedade, considerado não somente o ambiente da educação formal. Pelo contrário, consideramos fundamental reforçar esquemas articulados com a educação popular, que tenham penetração entre as comunidades empobrecidas, envolvendo os pais das crianças e adolescentes trabalhadores(as), a fim de reforçar sua educação para o exercício pleno da sua cidadania.

É preciso que esses espaços comunitários educativos, a partir de metodologias adequadas, propiciem a revisão de suas próprias histórias de vida, marcadas por diversas violações, para que não as reproduzam através de seus/suas filhos/as (de forma irrefletida) e possam resignificar suas histórias, criando oportunidades para que eles/as construam um futuro de sujeitos com seus direitos garantidos.
           
            Além do mais, em se tratando de ações voltadas para o público infanto-juvenil, a demanda é por ações articuladas entre os órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), dentre os quais podemos citar: Conselhos Tutelares, Conselhos de Direitos, Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, Frentes, Fóruns, Redes e Comitês, que articulam a Sociedade Civil Organizada.

Ou seja, conforme o art. 227, da Constituição Federal de 1988, é um dever de toda a sociedade, assegurar o cumprimento dos direitos infanto-juvenis, com absoluta prioridade.

            No contexto da Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo FIFA 2014, foi articulada a chamada Agenda de Convergências pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a partir de demandas pautadas pelas Redes Nacionais de defesa da criança e do adolescente.

            A preocupação maior trazida por essas Redes Nacionais se pauta no aumento das violações aos direitos infanto-juvenis que é identificado em mega eventos, em diversos países do mundo, considerando estar entre os públicos mais vulneráveis da sociedade.

            Sendo assim, uma série de iniciativas protetivas passou a ser articulada de forma preventiva, buscando articular os segmentos governamentais e não governamentais, em todos os níveis federativos e, inclusive, com o apoio de organizações internacionais de proteção à infância e juventude. Daí porque se denomina esse processo de construção coletiva de “Agenda de Convergências”.

            Já em 2013, se instituiu o seu Comitê Local de Proteção Integral a Crianças e Adolescentes nos Grandes Eventos de Pernambuco, que é constituído por articulação entre entidades governamentais e redes/fóruns/movimentos da sociedade civil organizada.

O Comitê Local de Pernambuco vem trabalhando de forma intensiva para o aprimoramento do trabalho em rede, buscando sempre envolver novos atores que estão implicados na resolução da histórica violação dos direitos infanto-juvenis. Essa experiência tem construído um espaço privilegiado de articulação dos três eixos do SGDCA: promoção, defesa e controle social.

Em relação ao trabalho infantil, por exemplo, podemos citar bons frutos, como o processo de aproximação e construção de uma agenda conjunta entre duas instâncias importantes da defesa dos direitos da criança e do adolescente no Estado: Rede de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes de Pernambuco e Fórum de Prevenção e Erradicação ao Trabalho Infantil em Pernambuco - Fepetipe -, desde o reconhecimento da exploração sexual como uma das piores formas do trabalho infantil.

Contribui para essa aproximação entre instâncias com enfoques de trabalho diversos o reconhecimento de que mais importante do que enxergar aos diferentes tipos de violações de direitos de forma segmentada, é fundamental garantir a proteção integral a crianças e adolescentes.

Ambas/os Rede e Fórum fazem parte do Comitê Local de Pernambuco e estão implicados junto a diversos atores no âmbito dos Municípios e Estado para a construção, por exemplo, dos fluxos de atendimento a crianças e adolescentes com direitos violados nos grandes eventos.

A articulação das 12 cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014 também vem propiciando o intercâmbio de boas práticas e a padronização de procedimentos de intervenção e instrumentais de coleta de dados, a fim de constituir uma base de dados nacional e possibilitar uma avaliação mais consistente dos verdadeiros impactos do mega evento em questão no nosso país.

A preocupação maior de todos/as envolvidos/as é garantir a continuidade dessas articulações para além do mega evento, constituindo em um efetivo legado social do mesmo, conquistado através do exercício legítimo e comprometido do controle social da sociedade civil no Brasil.

Sem dúvida, é preciso continuar a avançar no caminho da garantia dos direitos infanto-juvenis, chamando a atenção da sociedade como um todo e de diversos órgãos de governo para a importância da efetivação do princípio constitucional da prioridade absoluta do atendimento aos direitos infanto-juvenis.

Essa é uma tarefa de todos(as) nós, que se potencializa com iniciativas como a rede da Aliança Nacional de Adolescentes – ANA, que significa a realização do próprio direito à participação de crianças e adolescentes, efetivada por meio de um processo que potencializa o exercício da cidadania por parte desses sujeitos de direito.

Recife, junho de 2014.

xxx



[1] Advogado militante pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, professor da Escola de Conselhos de Pernambuco/Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE e Chefe de Divisão de Criança e Adolescente da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SDSDH) da Prefeitura do Recife.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Diversidade e desenvolvimento





Oi gente tudo bem?

Nossa, eu ainda estou com a memória das minhas férias em Cabedelo bem fresca sabe? Cada dia fico mais apaixonada pela riqueza do nosso país, claro, já fui em outros lugares tão belos quanto aqui em Pernambuco minha terrinha que tanto amo. Mas fiquei pensando: quanto nosso país é diverso e em cada cantinho dele tem muito cultura e diversidade social, ambiental, religiosa e que é essa mistura de tantos gostos, gestos e gentes que nos faz ser pessoas especiais e queridas em todo mundo.
Quem nunca sorriu com os sotaques que cada estado tem? E como a gente fala a mesma coisa de jeitos diferente né verdade?
Oxente, uai, meu, bá, guri, barbaridade, daí, tchê, arriegua, que babado e por aí vai ...
Mas ainda assim tem muita gente que não conhece e não valoriza essas diferenças que cada estado tem, e o pior de tudo é quando os governantes querem implantar um modelo de desenvolvimento que se quer respeita essas diversidades sabe.
Claro não estou aqui dizendo que temos que ficar parados no tempo, mas o que eu quero dizer é que em nome desse tal desenvolvimento empresas e governos vem desrespeitando conquista de direitos. Por exemplo quantas pessoas tiveram que ser afastadas de suas comunidades de suas casas para que fosse abertas ruas e construção de estádios? Aqui perto de casa foi um monte, minha família ainda resiste mas teve outras que estavam mais próxima ao estádio, ou no meio da via de acesso e que não teve jeito foram pra longe ....E agora todo mundo tá vendo pelos noticiários aquela usina em Rondônia, o quanto de prejuízo tem causado para o meio ambiente e também a população que mora próximo, sem falar que isso afeta muito o modo de como as pessoas se sustentavam até então, tipo através da plantação, da pesca , do comercinho que conseguiram construir com muita dificuldade. Tudo muda, e nem sempre é para melhor como dizem as propagandas.

Eu não sei não, mas pra mim esse modelo não é legal pois quem mais sofre com essa mudanças são as populações que já moravam no lugar, e sequer foram consultadas se queriam ou não sua vizinhança toda mudada, e claro tem o outro lado que lucra, que são sempre grandes empresas que aliás explora a mão de obra e muitas vezes paga muito mal os trabalhadores.
Pois então minha gente, nós não podemos deixar que essa violações todas continue acontecendo. Temos que botar a boca no trombone mesmo e exigir que os nosso representantes na política façam algo para mudar essa realidade dessa gente tão sofrida, e eu me incluo nisso também por que uma coisa é certa se agente não começar a cuidar desse planeta com suas maravilhas naturais, culturais, sociais não sei onde vamos para não viu.
Bom pessoal, desta vez vou deixar aqui uma musica do Lenine sobre a diversidade. E claro que espero seus comentários viu.

Bjão gente.




terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Direitos Humanos o que é isso mesmo?



Oi gente tudo bem? Hoje para um é um dia muito especial, dia que também me motivou a escrever esse blog.   Quando comecei a me ligar sobre o que a copa do  mundo poderia  causar em  meu município e no Brasil  tive que pesquisar  e começar a entender melhor o que são os Direitos  Humanos.  Bem, meu poste de hoje é sobre o dia mundial dos Direitos Humanos.

É bem comum agente ouvir por aí que os Direitos Humanos serve  para  passar a mão na cabeça de bandido. E quando eu escuto isso fico purreta  da  vida. É  que muita gente fala isso por puro preconceito e as  vezes até  por preguiça de  pensar para que servem  e como surgiu esses direitos.
Olha só isso tudo começou depois da segunda guerra mundial, quando então foi criada a Declaração Universal dos Direitos Humanos , pois como eram vários os conflitos internacionais tinha que haver direitos universais que protegessem e igualasse qualquer pessoa em qualquer parte do  mundo.  Isso aconteceu em 1948. E essa declaração marcou uma nova era de valores no âmbito internacional, superando questões ideológicas, culturais ou religiosas e se apresentou como universal (direcionada a todos os seres humanos sem distinção), além de colocar no mesmo plano os direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais. 
Ufa agora gastei!  Mas é legal agente saber  disso até pra quando alguém dizer que é para apoiar “bandidos”, agente   fazer uma nova reflexão;  E aí 11 anos depois foi criada a Declaração Universal dos Direitos da Criança (1959) e  um pouco mais a  frente (1989) foi criadas a Convenção sobre os Direitosda Criança (1989)  e foi preciso por que as crianças e adolescentes  não eram respeitados  pelas leis.

Bom, e o que isso tudo tem haver? Na verdade é que por mais que temos essa delações, cartas e leis que protegem os nossos direitos, ainda sim acontecem  muitos desrespeitos com muita gente.  E  isso  agente não pode mais permitir.  Já falei de tantas violências aqui no blog e de tantos direitos que às vezes passam batidos por que agente não conhece.
 
Por isso pessoal  quis hoje só lembrar o por que o dia de hoje é tão  importante, mas pra que ele seja realidade  na nossa vida, precisamos conhecer  e quando percebemos qualquer  violação  precisamos tomar uma atitude pois só assim vamos conseguir as mudanças e  as condições de igualdade para todo mundo, seja pobre, rico, negro, branco, do mesmo país ou de outros lugares diferentes.
Bom gente separei uns links para você terem outras informações é só clicar no titulo. 
 Ah espero o comentário de vocês Bjos.


Veja  Mais: 




VÍDEO DIREITOS HUMANOS PARA CRIANÇA
Assista aqui.







sábado, 7 de dezembro de 2013

Grupo Focal avalia a Campanha ANA

Novas  conexões,  reafirmação dos diretos infanto juvenil ,sugestão de temas, troca de afetos,  presentes   e melhoria das mídias veiculadas pela campanha ANA. Foi esse o tom do  encontro do grupo focal da campanha nos dias 29 e 30 de novembro e 1° dezembro em Fortaleza.  Com a presença de cerca de 25 adolescentes e jovens  representantes de redes nacionais e estaduais.

Com o objetivo de melhor cada vez  mais  a veiculação  informações sobre os direitos  de meninas e  meninos e de auto proteção   o grupo foi  convidado pela equipe do projeto para  fortalecer  e  difundir   as suas redes a proposta da Campanha.

Para Paolla  Menchetti, do núcleo  vira jovens de São Paulo essa foi uma grande  sacada de articulação  para o melhoramento da campanha.  Ela afirma que o encontro consegui alcançar o objetivo  e alertar paras as  mudanças:  É interessante pensar  novos  formatos e também   fazer com que a  campanha  chegue  mais próximo  as escolas.   No que depender de nós vamos  indicar a iniciativa aos outros  núcleos da rede Viração. Já a coordenadora do projeto e representante da rede  Ecpat Brasil  Lídia Rodrigues  “Esse momento foi   de  construir perspectivas  novas  para o  projeto e  aumentar  o dialogo com  outras redes  próximas que discutem os  Direitos Humanos no país cada  qual com suas especificidade e singularidade”. Afirmou a coordenadora.
Os participantes levantaram uma grande  preocupação com os extermínio dos adolescentes e jovens no  país como lembrou Andrezza Ribeiro  da Pastoral da Paraíba e  coordenadora juvenil  da  região  Nordeste no Comitê Nacional de Enfrentamento à  Violência sexual contra crianças  e adolescentes;  “É  preciso  ser pautado  a questão de extermínio  da  não só em relação as  mortes, essa também é uma grande preocupação, mas deve ser entendido de uma forma mais ampla como a dificuldade de  acesso  que  os jovens tem  pela  violência  nas comunidades, assim  como  o acesso a cidade”. Ponderou Andrezza
Já José Wilson da RENADE diz de outra grande preocupação  que é  a violação dos direitos sexuais de  meninas e meninos  que  estão em cumprimento medidas  socioeducativas.
Feito esses ponderamentos , o grupo partiu para eleger  temas  prioritários  como  Extermínio da juventude negra; O tráfico de pessoas;  A exploração sexual de crianças e adolescentes nos grandes empreendimentos; O protagonismo juvenil e a juventude negra e a multiculturalidade. Temas que serão amplamente abordados para o ano de 2014 nas atividades da campanha com o entendimento que são temas amplos,  mas que  tem uma  grande conexão  para  o próximo ano  que será de grandes eventos no país.
Ao final cada rede presente  pactuo   de  enviar informações sobre os temas  prioritário  e de se  conectar  por uma  copa sem violência !

Estiveram presentes a s seguintes redes e instituições:
Fórum Carajás,  Justiça Nos Trilhos Comissão pela Vida Santa Rosa dos Pretos - Itapecuru-Mirim – MA,  Coletivo Mulher Vida,  Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes,  Centro Brasileiro da Criança e do Adolescente/Casa de Passagem Ana Vasconcelos,  Cedeca Pé na Taba, Ciranda, Circo de Todo Mundo,   Viração Educomunicação SP,   RENAJOC-RJ CECIP - Centro de Criação da Imagem Popular,  RENADE, ECPAT Brasil,  Negras Ativas, Violes – UNB,  Associação de Moradores de Curral Velho,  Associação Comunitária da Praia do Canto Verde,  Associação Barraca da Amizade e Oficina de Imagens.




Se você também tiver  sugestão de temas e melhoramentos  para a campanha ANA deixei seu comentário aqui no blog.

Acesse aqui as fotos de alguns momentos do encontro.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Preparad@s para COPA DO MUNDO?

O Brasil se prepara para receber, nos próximos três anos, a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas. Ao mesmo tempo em que a realização dos maiores eventos esportivos do mundo pode representar desenvolvimento ao País, os segmentos mais vulneráveis da sociedade tendem a ter seus problemas agravados. Nesse contexto, os direitos de crianças e adolescentes merecem atenção diferenciada na prevenção e enfrentamento dos riscos relacionados a situações como violência sexual, exploração sexual no contexto do turismo, tráfico para fins de exploração sexual, tráfico de drogas, trabalho infantil, racismo e outros abusos.

Algumas iniciativas vêm sendo feitas para garantir que a proteção a meninos e meninas  aconteça antes durante e após esses megaeventos, como já  sabem faltam menos de 200 dias para a copa do mundo. E por isso precisamos deste de já saber quais serão essa estratégias nos municípios para  as meninas e  meninos  saibam com  quais serviços poderão contar e recorre caso sejam vitimas de alguma violação de direitos.

E a pergunta quer não quer calar...

Você já sabe quais são os serviços e estratégias da rede de proteção do seu município  para  esses megaeventos?
Deixei seu comentário aqui no blog sobre como esta essa realidade na sua cidade e nos ajude a  informar aos adolescentes e suas  famílias sobre a rede de proteção.

Projeto Co-Financiado União Europeia

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Os conteúdos deste blog foi elaborado com a participação financeira da União Europeia. O seu conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seus realizadores, não podendo, em caso algum, considerar que reflita a posição da União Europeia

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