sábado, 30 de setembro de 2017

Você tá OK? Então bora conversa! Criando redes solidariedade!

Gente, lá na minha escola tivemos uma aula bem marcante
e muito esclarecedora...
A minha professora chegou falando de uma campanha chamada “setembro amarelo”.
Eu achei super estranho, nunca tinha ouvido falar dessa campanha. alias  vi algumas coisas, mas  não dei muita bola.  depois dessa conversa, fiquei bastante curiosa em saber do que se trata tal campanha. Minha professora começou explicado que “setembro amarelo” é a campanha de conscientização sobre prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção.
A minha professora disse que o suicídio é um problema de saúde pública. Ela nos contou que 32 brasileiros se suicidam por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer.  O suicídio tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.
Quando ela falou isso me lembrei de uma história que aconteceu no ano passado na escola.
Me lembrei da Julia, uma menina que estudou no passado aqui na escola. Julia, quando entrou na escola, todo mundo era amigo dela, até que um dia ela revelou sua orientação sexual, dizendo para todo mundo que era lésbica. Foi o maior bafafá na escola. Eu achei a atitude super massa!!!
Nós temos direito de amar quem quisemos!!!
Mas não foi isso que a maioria das pessoas achou, as pessoas se afastaram dela e, fora isso, começaram a ter atitudes preconceituosas. Ela foi ficando cada vez mais isolada e pouco ia para escola.
Até que um dia recebemos a notícia que Júlia estava no hospital e que ela tinha tentado se suicidar. Todo mundo ficou chocando, e triste. A maioria do pessoal da turma foi visitar a Júlia no hospital, algumas pessoas até pediram desculpa.
Na época fiquei me perguntado por que Julia tinha feito isso???
E agora eu sei, que aconteceu com a Júlia.
A minha professora falou que os adolescentes LGBT têm uma das maiores taxas de tentativas de suicídio. E isso deve-se a cultura heteronormativa e à homofobia institucionalizada, incluindo as campanhas políticas contra direitos civis e proteções para as pessoas LGBT como as campanhas políticas recentes, como por exemplo a cura gay. Fora isso, geralmente os adolescentes LGBT são rejeitados pelos pais, pela família e/ou pela sociedade. 
Por isso, é importante que todos nós sejamos contra a LGBTfobia!!!
 A questão é muito seria gente,  e  não podia  terminar  esse poste  aqui no blog sem dizer
 que  tô disponível para  conversa.  Se não tiver legal  pode mandar mensagem  que  o mais importante  é a gente se ajudar!!!

Se  não for comigo,  alguém  que  você confia  para desabafar.  É IMPORTANTE CRIARMOS REDES  INFORMAIS  OU  COM OS OUTROS DE ESPAÇO INSTITUCIONAIS PARA NOS APOIAR. 

domingo, 27 de agosto de 2017

A professora substituta e sua orientação sexual. Ou uma aula que mexe com a gente.

As aulas voltaram faz pouco tempo, mas já rolou um estranhamento na minha turma. Tudo por conta de uma professora substituta. 

Calma, eu vou contar toda história!!!

Chegamos na escola, depois de alguns dias de recesso. Já prontos na carteira para começar a assistir a aula. Ela chegou com um sorriso enorme de bom dia. Ela era a professora substituta das aulas de história, ela escreveu o seu nome na lousa– BEATRIZ - e cortou o seu nome ao meio dizendo, como iremos ficar juntos até o final do ano, vocês têm a liberdade de me chamar de Bea. Eu tenho a lista com o nome de todos vocês, mas acho que é melhor cada um se apresentar.

Eu fiquei chocada, na verdade muito contente com a primeira abordagem da Bea. Ela foi bem assertiva mesmo, já que iremos passar quase seis meses juntos, o melhor seria que nós nos conhecer. Todos ficaram meio sem saber o que fazer, e sem perder tempo, a Bea logo se apresentou, dizendo onde morava, qual tinha sido a última escola que deu aula, e suas motivações como professora. E jogou a bola para turma para se apresentar, e cada um foi se apresentando uns com mais e outros com menos dificuldade, foram inclusive, dizendo se gostavam ou não da matéria e o porquê. Foi bem interessante essa interação inicial até o momento que um dos meninos - tinha que ser né? - Perguntou se ela era comprometida. Ela sem pestanejar, respondeu que sim. Que além de ter uma companheira, ela também é comprometida com muitas outras coisas nesse mundo. E foi aí que o burburinho começou. O mais legal, foi que a professora quis saber mais o porquê de tanto burburinho.

Como assim professora, a senhora tem uma companheira? Perguntou um dos meninos lá do fundão. Ela com muita tranquilidade respondeu, sou casada com outra mulher. Isso não é tranquilo para você? Jogou a pergunta para turma. Alguns olharam com interesse e outros meio de rabo de olho. Mas isso geralmente acontece por que pensamos que o professor ou a professora não tem uma vida para além da sala de aula. E claro, em muitas escolas esse assunto é um tabu e poucas pessoas tem coragem como a Bea de discutir abertamente. E olha, vou te dizer que isso rendeu a aula toda, claro com algumas interrupções bem calorosa de alguns estudantes que não concordavam, inclusive um desse estudantes questionou: Isso é aula de história ou de sexualidade?

Parece que a professora estava esperando essa pergunta. Ela simplesmente respondeu. Bem pode ser as duas coisas, pois tudo está ligado a história. Ela pegou o giz e escreveu bem grande no quadro (em algumas regiões se escreve Lousa) “1996”. Quem de vocês era nascido nessa época?

Nenhum de nós, pois, a maioria da turma nasceu de no ano de 2002 para lá. Foi aí que ela, nos localizou na história. Eu fui lá só tomando nota. Ela disse que nesse ano aconteceu no Brasil o 1º Seminário Nacional de Lésbicas e bissexuais. E nesse seminário escolheram o dia 29 de agosto como o dia nacional da visibilidade lésbica. O mês de agosto depois dessa data virou um mês de referência e marco de luta das mulheres. Não é o um máximo?!

Completou dizendo que infelizmente, há muitos motivos que justificam a criação dessa data, pois nossa sociedade ainda ignora a realidade das mulheres lésbicas, negando a representatividade lésbica em diversos espaços ou inviabilizando pesquisas e ações sociais próprias para a realidade dessas mulheres.

As mulheres lésbicas, são alvo de violência simbólica, verbal, psicológica, física e econômica em todos os espaços: na família, na rua, nos hospitais, na escola e no trabalho. Essas opressões são impostas pela sociedade patriarcal, causa muito sofrimento, podendo provocar a negação da própria sexualidade, afastamento de familiares, a construção de uma vida dupla e, em alguns casos, suicídio. A Bea mandou muito bem né?! E continuou trazendo mais informações, como a questão da violência que sofrem essa mulheres: Dentre as expressões mais extremas de violência contra lésbicas existe do chamado estupro “corretivo” ¹, prática cruel, que é movida pela intolerância à orientação sexual das mulheres lésbicas. É importante ressaltar que as mulheres lésbicas negras e/ou periféricas estão ainda mais vulneráveis a essas diferentes formas de violência.

A turma todo ficou chocada, pois, embora muitos estudantes ali se veem heterossexuais, não imaginavam que fatos como esse ainda ocorre com amigas e conhecidas. Outro choque também, foi a forma que a professora usou para aproximar esse fato histórico de uma conquista das mulheres lésbicas e bissexuais ao nosso cotidiano. E por fim, ela falou que nas próximas aulas ela iria debater com a gente sobre machismo, patriarcado e feminismo. Aí um dos meninos meio para tirar a seriedade da discussão, falou que ela estava pregando sobre a ideologia de gênero e que a escola deveria ser sem partido.

Aí a Bea respondeu na classe: Nós professores, temos o papel de saber ouvir o que nossos estudantes querem dizer. A sexualidade, tão explorada algumas vezes, ainda é tratada como um tema proibido nas escolas. A nossa sala de aula deve ser um local para que vocês estudantes, possam expor seus questionamentos, desmitificar alguns assuntos, quebrar tabus e principalmente, poder colocar para fora todos os seus sentimentos. Nas minhas aulas, vocês não serão apenas meros ouvintes, quero que sejam ativos e participativos na discussão do tema. Depois vamos discutir com calma sobre o que é essa tal de Ideologia de gênero e escola sem partido, tudo dentro de uma base do estudo da história.

Lacrou não foi? Eu achei. Bem para finalizar a aula ela passou esse vídeo, achei super massa. E vim pra casa pensando... Será que as professoras e os professores não falam sobre sua sexualidade e orientação sexual por medo? E você o que acha?

Deixa aí nos comentários.





1- O estupro corretivo é uma violência sexual em que homens estupram mulheres lésbicas como um modo de "corrigir" suas sexualidades.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O perigo de postar fotos de crianças nas redes sociais


Muitos de nós já ouvir dizer que a internet é "terra de ninguém". Mas  podemos  pensar que mais do que ser "terra de ninguém",  ela é um espaço público.  Ou seja, uma grande  
praça onde muitos de nós se encontra.  
 

E vamos combinar que  não é tudo  que  gostamos de exibir em praça pública né verdade?  
Você mostraria um álbum de fotografias  a algum desconhecido na praça perto de sua casa?  Então porque colocamos   fotos e tanta informações  das  nossa crianças e adolescentes na rede? 
Para refletir sobre essa questão,  achamos esse artigo do site  Painel politico que  vai nos ajudar a pensar melhor sobre.

Todos os dias milhares de fotos de crianças são postados nas redes sociais, são pais e mães que não tem a mínima noção do quanto isso é prejudicial aos seus filhosMais de 90% dos pais brasileiros postam imagens de seus bebês nas redes sociais. Basta, hoje, observar a timeline de um usuário, a página de notícias do Facebook, que, certamente, haverá fotos de crianças, seja na piscina, dormindo, comendo ou até mesmo assistindo à televisão. O que antes poderia ser visto como algo “fofinho e engraçadinho” virou mania virtual e foi quantificado pela empresa AVG, de segurança e proteção na internet, em uma pesquisa mundial divulgada este mês. O estudo, realizado com 5,4 mil pais de 11 países, incluindo aí o Brasil, mostrou que postar fotos de bebês nas redes socais já é um fenômeno.

Segundo os dados, 81% das mães e pais no mundo postam fotos de seus filhos on-line. A prática é ainda mais exacerbada no Brasil, onde 94% dos pais a adotam. A maioria das fotos postadas (62%) é de bebês de até 1 ano e pelo menos 30% são de recém-nascidos. No Brasil, os pais costumam postar mais fotos de crianças de 3 anos ou mais, e apenas 12% de recém-nascidos.Você sabe o que é Morphing? Trata-se de uma prática, segundo a qual, algumas pessoas copiam fotos tiradas da internet fazem uma montagem fotográfica com uma foto pornográfica. Seria no mínimo dramático ver uma
montagem assim com o nosso filho.

Muitas vezes, essas fotografias não estão compartilhadas corretamente e não apenas nossos amigos e familiares podem vê-las, mas os amigos dos nossos amigos também, e nem todos tem o mesmo critério que a gente na escolha do compartilhamento de fotos e opiniões. Já pensou nisso?
O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente sobre tudo isso?

O Direito da Infância e Adolescência tem regras instrumentais de natureza Cível e infracional, de rito especial instruído no Estatuto da Criança e do Adolescente. O estatuto adota o princípio da especialidade das regras, sendo aplicáveis as normas da legislação comum civil e penal (art. 152) sempre que houver lacuna ou omissão no Estatuto.

A inserção de textos no Facebook ou outras mídias que exponham criança ou adolescente é ilegal, porque fere o Direito de Respeito destas pessoas em desenvolvimento. A Constituição da República, no seu artigo 227, caput, estabelece que é dever do Estado assegurar à criança e adolescente, com absoluta prioridade, o direito à educação, à dignidade e ao respeito, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação e opressão.

A lei é clara quando diz que nenhuma criança será objeto de qualquer forma (artigo., do ECA) de negligência, de discriminação, de opressão, punindo-se qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. Mais claro do que isso…

Alguns cuidados que os pais devem ter antes de postar fotos de seus filhos na rede social:

1 – Fotografias de bebés só de fralda, nus ou a tomar banho.


Muitas vezes estas fotografias são raptadas por pedófilos e compartilhadas para vários sites e redes criminosas onde a predominância é a pedofilia. O controle desses compartilhamentos e visualizações é praticamente impossível

2 – Fotografias de crianças com a farda do colégio.


Erro gravíssimo. Através da farda facilmente o pedófilo identifica a escola e muitas vezes até a classe que estudam. Se um criminoso tiver acesso ao nome dos pais, da criança e da escola, não existirá mais nenhuma barreira para que o mesmo chegue a criança e aos seus pais, já imaginou o perigo?

3 – Fotografias com pistas sobre a morada da criança

Sempre que fotografem seus filhos perto de casa, tenham o cuidado de não captar prédios, nomes de lojas ou outros detalhes que possam denunciar o a casa onde mora. Pelo menos nas fotografias que deseja postar na web.

4 – As fotografias que os seus filhos não quererão ver divulgadas quando forem adultos.

Sabemos que o bulling está na ordem do dia e sempre que partilharmos alguma gracinha dos nossos filhos, devemos ter em conta que eles poderão não achar graça alguns anos mais tarde. Ou pior, poderão outros tentar aproveitar-se dessa exposição exagerada para fazerem a vida dele um inferno.

5 – Fotografias de crianças sem que os pais tenham autorizado.

Imaginem que uma “amiga” de uma amiga resolve compartilhar a fotografia do seu filho numa daquelas páginas com um número gigante de membros. A proliferação da dessa foto pode vir a ser quase infinita. É impossível poder depois controlar ou contatar as pessoas que tiveram acesso a ela. É quase como publicar uma fotografia de uma criança num jornal de grande circulação, sem pedir autorização aos pais da criança. Digo é quase, pois é mil vezes pior. Uma fotografia na internet pode chegar mais longe que qualquer capa de jornal ou revista em papel.

6 – Fotografias com identificações de GPS.

Muitos dos celulares hoje possuem GPS, se não desligarmos essa função, torna público, no Facebook ou Instagram, o local de onde você está compartilhando as fotografias. Já pensou que um ladrão ou um raptor poderá ter acesso aos seus passos ou antecipar o horário das suas deslocações?

A internet não é um espaço tão seguro e passageiro quanto parece. Tudo que você pública é permanente e pode ser visto por pessoas do mundo inteiro. Já pensou que as fotos dos seus filhos na escola ou na piscina podem ser alvo de sequestradores e pedófilos? É hora de começar a pensar nisso antes de postar fotografias de seus filhos em sua página pessoal.

Pense antes de postar:

Projeto Co-Financiado União Europeia

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Os conteúdos deste blog foi elaborado com a participação financeira da União Europeia. O seu conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seus realizadores, não podendo, em caso algum, considerar que reflita a posição da União Europeia

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