sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Segundo turno – democracia, direitos humanos e tolerância - Historia da ANA


Oi gente..... Sabe, faz alguns dias que estava pensando em escrever, meio para desabafar mesmo e saber se mais alguém por aqui tá se sentindo como eu ou pensando coisas parecidas, mas confesso a mestre Moa do Katendê . Mas, parei e pensei um pouco mais e refleti sobre a importância de manter a posição, afinal, todas as vezes que na história a intolerância foi gerando silenciamento e o medo foi avançando, os resultados foram bem ruins, como o nazismo na Alemanha, o fascismo na Itália e a ditadura militar no Brasil e em outros países da América Latina.
vocês que fiquei com um pouco de medo sabe? É que de uns tempos para cá venho observando que diversidades políticas começaram a representar riscos reais, porque deixaram de ser diversidade política democrática e passaram a gerar processos de intolerância e violência quando divergências aparecem, como no caso do assassinato do

Acho bem importante trazer a história para a conversa, porque é importante lembrar que nossa democracia é recente, custou muito caro para algumas pessoas que foram torturadas e mortas em nome dela e que ela é muito importante. Importante porque é a democracia que garante o equilíbrio político e freia governos totalitários (governos totalitários são aqueles onde há a figura de um soberano, o soberano é a máxima vontade e define sobre tudo e todos, sempre pela violência). Mas talvez precisemos dar um passo atrás. É necessário se perguntar o que faz com que se estabeleçam   Na real, depois da instituição dos direitos humanos tipo, na revolução francesa, ninguém começa um governo totalitário com um discurso de soberania, tipo, vamos pegar um exemplo concreto: Hitler! O cara antes de começar a crescer como força política era tipo, bem ridicularizado porque tinha umas
posturas tipo, bem bizarras, mas ela aproveitou uma onda política. Tipo, ele aproveitou uma crise política e econômica e começou a dizer coisas que provocavam sentimentos na geral, tipo que era necessário restabelecer valores tradicionais, que os alemães precisavam ser valorizados num projeto nacionalista e que ele era o cara para fazer isso, pois tinha disciplina amor a pátria e temor a Deus, e isso pra geral era tipo a solução dos problemas. Já pensou, não precisar se responsabilizar pelo rumo político de um país, escolher um vilão e um herói parece bem mais simples, mas, não funciona assim.
governos totalitários e que povos inteiros se submetam a isso?

Primeiro porque, peguemos o exemplo da corrupção, não é uma coisa localizada que tenha um bandido e um mocinho. A corrupção no Brasil aparece explicitamente desde a carta de Pedro Vaz de Caminha que puxa o saco pra valer do rei e depois pede um favor político e segue até hoje. Ela pode ser cometida nos altos cargos mas é reproduzida no cotidiano quando a geral molha a mão de um guarda para se livrar de uma multa, ou cola na prova, ou sonega impostos. Concordo demais que não podemos admitir que isso permaneça, mas enfrentar significa fortalecer a autonomia das instituições públicas e da sociedade civil, dar um gás na educação (tipo fortalecendo o ensino da ética e não tirando filosofia e sociologia da base curricular né galera?) e responsabilizar todos os corruptos proporcionalmente. Esse papo de um único responsável, ou de impor a força para resolver o problema aconteceu na ditadura militar, e os interesses eram bem outros né!?

Outra coisa que me deixa bem de cara, é que tá rolando um ataque cruel aos direitos humanos. Assim, uma defesa descarada ao uso de armas e a violência contra LGBTs, mulheres, negros e indígenas. Gente, acordem!!! Direitos Humanos não é um projeto de defesa de bandido como alguns alegam
para inflamar as emoções. Direitos Humanos são todos os direitos civis, econômicos e sociais que reduzem as desigualdades e promovem a justiça! Que possibilitam que você e eu possamos expressar o que pensamos com liberdade e com nossa integridade resguardadas.

E aí, com essa cena toda, tem rolado uma divisão da sociedade em duas bandas: os mocinhos e os bandidos. O negocio complicado é que cada lado acha que o outro que é o bandido, e que eles, os mocinhos dever agir como heróis e acabar com o vilão. Além do mais, nesse cenário o dialogo civilizado de ideias tem sido menosprezado inclusive por um candidato que sequer comparece aos debates. Quando partimos da ideia que não precisamos de dialogo, que o outro é ruim sem ouvir com paciência, sem criar empatia, querendo submeter o outro a sua ideia de verdade e sem pensar antes de reagir guiado pelas emoções o que sobra é intolerância e violência. O ódio começa a tomar de conta de tudo e o ódio destrói a vida. O sentimento capaz de construir uma sociedade justa é o amor. O amor faz aceitar as diversidades em vez de querê-las mortas ou escondidas. O amor faz que busquemos igualdade de direitos. O amor faz com que queiramos que todas as crianças e adolescentes tenham direitos a se desenvolver com autonomia e segurança.

No Primeiro turno eu como adolescente, ouvi de muita gente que como eu não voto, não tinha que opinarem nada.  De fato, posso até não votar, mas eu sou dona da minha história, tenho direito a
expressar minha opinião, senão fica muito parecido com esse totalitarismos que falei antes. Sem contar que com minhas opiniões, posso ajudar no debate dentro da minha família e claro, me acostumar a refletir para quando eu poder votar legalmente já ter essa cultura de pesquisar sobre as pessoas que se colocam como candidatos.

Qualquer discurso contrário a isso vai contra a democracia, e vai nos destruir, afinal o soberano da modernidade não aparece como algoz logo de principio, aparece como herói. Cada decisão sua interfere na história! Você é o real responsável pelo futuro do país! Nesse 2º turno pense várias vezes antes de votar e escolha o projeto que valoriza as pessoas, a vida, a educação. Deixemos o medo para os covardes e façamos o futuro com alegria e respeito as diversidades!

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Entrevista: Constituição Federal e os direitos de Crianças e Adolescentes com Carlos JR Churras


Na edição n° 71 do nosso Boletim tivemos o prazer de trocar ideias para lá de reflexiva com Carlos Alberto Jr Vulgo “Churras”. Morador da capital Paulista. Ele é o mais novo membro do Conselho de DHs de SP. Educador e formado em Publicidade e Marketing do 3° setor que compartilhou conosco um pouco de sua trajetória e o que pensa sobre  a Constituição Federal e os Direitos Humanos de Meninas e Meninos.  

Pega visão....
Carlos Alberto Júnior nasceu na periferia de São Paulo, Jardim Ângela extremo sul, seu Pai é eletricista e sua minha mãe doméstica, hoje do lar. Como Ele próprio diz na nossa conversa: “Bem Ele participou de um projeto social de uma ONG chamada Sociedade Santos Mártires que oferecia cursos no contra turno escola quando ele fez 18 anos a organização ofereceu um trabalho como educador no núcleo de crianças e adolescentes. Foi daí que começou também a sua trajetória profissional. Nesse meio do caminho, como ele mesmos enfatizou, se despertou como militante nas conferências há quase anos atrás, segundo ele, “a conferência me despertou para um olhar totalmente diferente para enxergar as políticas para crianças e adolescentes”. Insatisfeito como o modelo de como as conferencias eram organizadas, com o passar do tempo ele coordenou encontros lúdicos e conferências de crianças e adolescentes em São Paulo como forma de trazer as crianças para o debate sobre a melhoria dos seus direitos. Carlos também esteve na antiga Associação Brasileira de Magistrados e Promotores no conselho dos jovens enquanto coordenação, foi Conselheiro de direitos das crianças e Adolescentes na cidade de São Paulo, diga-se de passagem um dos mais novos conselheiro eleito, Ele também está atuando na rede de proteção, no fórum estadual de direitos de criança e adolescentes e no comitê Nacional de Enfrentamento à violência sexual.
minha história se confunde com várias outras histórias”, a de luta e convivência com diferentes aspectos de vulnerabilidades sociais.

Ufa muita coisa né?  Que nada, ele ainda toca músicas e faz parte de um bloco de carnaval da sua comunidade. A nossa conversa passou pela reflexão da garantia dos direitos de crianças e adolescentes e os 30 anos da nossa Constituição Federal que acontece esse ano.   Acesse a conversa toda e não esquece de deixar aquele comentário bafo hem!  Clica aqui!  Leia, comente e espalhem a Palavra. 


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Campanha ANA: Carlos, fala pra gente um pouco sobre sua história e trajetória profissional, relacionando com os 28 anos do ECA e 30 anos da CT de 88.


Carlos Alberto Junior: Bem minha história se confunde com várias outras histórias, nasci na periferia de São Paulo, Jardim Ângela extremo sul, considerado em 96 o lugar mais perigoso do mundo pela ONU. Meu Pai é eletricista e minha mãe doméstica, hoje do lar. E nossa trajetória de luta foi conviver com os aspectos das vulnerabilidades sociais, dentro de uma perspectiva de acesso a uma educação e saúde ruim.  Passando um tempo entrei para um projeto social de uma ONG chamada Sociedade Santos Mártires que oferecia cursos no contra turno escola, e eu fui interesse de ...  Tinha uma bolsa de 80 reais; tinha alimentação lá e o curso era de panificação. Então a gente almoçava, fazia o curso e tomava café e vinha embora. E durante o curso podia se alimentar com os produtos que você mesmo fazia, aí foi onde começou toda minha história maluca de trabalho e atuação, que fui educando sai fui para o mercado e quando fiz 18 anos a organização me ofereceu para trabalhar como educador do núcleo de crianças e adolescentes. Foi daí que começou minha trajetória profissional.  Nesse meio do caminho me despertei como militante nas conferências, comecei em 2009, e conferência me despertou para um olhar totalmente diferente para enxergar as políticas para crianças e adolescentes, me fez enxergar que era um sujeito de direitos e ai foi indo...  Com o passar do tempo coordenei encontros lúdicos e conferências de crianças e adolescentes em São Paulo, estive na antiga Associação Brasileira de Magistrados e Promotores no conselho dos jovens enquanto coordenação, Fui Conselheiro de direitos das crianças e Adolescentes na cidade de São Paulo. Estou atuando na rede de proteção, estou no fórum estadual de direitos de criança e adolescentes, no comitê Nacional de Enfrentamento à violência sexual, atuo com formação e também continuo na Sociedade Santos Mártires na gestão da organização e na área de comunicação e mobilização política. Sou formado em Propaganda e Marketing e especialização de Marketing para o terceiro setor e empreendedorismo social já na ideia do mestrado.   E também vamos tomar posse do Conselho estadual de Direitos Humanos de SP ampliando um pouco mais a pauta.

Campanha ANA: Você iniciou nesse processo como adolescente, e hoje como profissional o que você poderia dizer que vê de outra forma agora, a partir desse lugar que ocupa?

Carlos Alberto Junior: Sim, iniciei como adolescente participante de conferência e hoje como adulto trabalhador enxergo que é um caminho muito complicado e também a luta é muito difícil, vivemos numa sociedade que nos coloca um processo patriarcal, capitalista e você se manter nessa luta, inclusive para a própria família né?  Eu fiz universidade graças a programas federais gratuitos como Pro Uni e minha trajetória foi dentro dessa construção profissional e a família também muitas vezes não entende isso como um modelo de trabalho.  E eu comecei com adolescente muito novo e a gente meio que causou uma “revoluçãozinha” em São Paulo a para mudar essa ótica das meninas e dos meninos que participação desse espaços, e hoje cada vez mais a gente precisa abrir metodologias de trabalhos para atender essa galerinha.  No meu tempo de militância, a gente não tinha acesso ao celular como a gente tem hoje, a mídias sociais chegaram a pouco tempo, então como a gente consegue também adequar as metodologias junto a essa molecada, dar oportunidade. E também não colocar neles uma sobrecarga de responsabilidade e informação que eles não tem que saber né. Pois eles e elas também que curtir se divertir e também lidar com essas questões, mas que não seja obrigatório.  

Campanha ANA:  O ECA chegou agora aos seus 28 anos, como profissional que atua no SGD, qual maior desafio você enfrenta garantir os direitos de crianças e Adolescentes?

Carlos Alberto Junior: A gente não implementou 1% do Estatuto ainda, falta muito. No meu entender três pontos precisam ser destacados...  Primeiro: Entender que crianças e adolescentes como  A ótica do capital eu que sou do marketing sei que meninas e meninos são maior agentes de influência do consumo nos lares.  Além da violência e do ECA ser posto pela mídia de uma forma tão triste que só defende adolescente em conflito com a lei, e não veem que estamos falando de sujeitos em peculiar situação de desenvolvimento, pois é muito importante cada um no seu role construindo sua vida, mas também enquanto sujeito de direitos que eles e elas podem e devem participar da vida pública, política e que tem direito a vida e vários outros.  Acho que   a gente precisa ainda no campo da defesa dos direitos no campo da infância tira um pouco essa vaidade que a gente tem de atuação, e começar aos poucos dá um atenção melhor para essa participação infanto juvenil.  
sujeito de direitos; Segundo entender que política de prevenção as violências é a solução e terceiro é
vontade política. Vaga em creche e criar cadeias para os meninos são os campo de maior atuação das propagandas eleitorais, e não se vê vontades em prever formação, Profissionalização, atendimento de qualidade e redução das violações.

Campanha ANA: Você acha que a participação dos adolescentes ao longo desses anos foi fortalecida? 

Carlos Alberto Junior: A participação vem avançando cada uma de uma forma e eu vou pegar o  Precisamos pensar também os espaços se eles estão prontos para aceitar essa voz, que muitas vezes é diferente, prática, achada, perdia, coletiva e individual e que são vozes que precisamos aprender a respeitar.   A participação cada vez maistem avançado, cada vez mais temos criados novos mecanismos. SP tem um exemplo de vozes que para mim entra na história do pais que foi as ocupações escolares, pois esse processo mostrou o quanto meninas e meninos estão prontos, que eles sabem o que querem discutir e debater dentro da ótica dos direitos humanos.  
exemplo daqui de SP. Desde 2005 a gente faz conferências lúdicas que separa em dois momentos onde primeiro é só com crianças e adolescentes e depois, adolescentes e adultos. Então a gente consegue maximizar inciativas como o G27 (grupo representante de adolescentes organizadores das conferencias nacionais) lá atrás onde se reivindicou esse processo de participação, cobrar o que hoje a gente chama de CPA – Comissão de Participação de Adolescentes – E precisamos hoje refletir se o CPA é totalmente Inclusivo...

Campanha ANA: Diante de todo esse cenário de retrocesso de direitos em que estamos vivendo, o que podemos fazer para garantir a proteção de c/A e manter nossos avanços?

Carlos Alberto Junior: Precisamos dizer que vivemos um momento de golpe.   O golpe ele é dano não só na ótica da eleição da presidente Dilma que sofreu o impeachment, mas na ótica dos direitos, mas o golpe aconteceu para favorecer os interesse do capital e retirar direitos, temos a PEC 55 que congela os gastos nas áreas sociais.  O que temos visto é que cada vez mais crianças e adolescentes não são prioridades, é só segundo plano de uma gestão de governo, ou o último plano.   E como a gente vai fazer?     Precisamos enquanto sociedade civil nos fortalecer, e isso perpassa pela articulação entre nós do movimento, por que existe o movimento, tem gente fazendo, tem gente lutando e sonhando.  A gente precisa juntar esse povo. E isso tá nos micros, não digo nem dos macros, tem que juntar o grêmios com as associações de bairros, com os fóruns, com as igreja que acham o território importantíssimo e desenvolver algumas ações que possam de fato não violar mais direitos. Precisamos articular as bases, e fazer isso é chamar o povo. Alguém precisa chamar o povo e esquecer as posições partidárias, religiosas e juntar a galera para trocar ideia e pensar ações de fato que enfrentam esse congresso, aproveitar o processo eleitoral deste ano, que será super delicado e tentar renovar. Mudar o processo político participativo e pensar outros mecanismos. Investir numa democracia participativa coletiva, acredito que é um caminho. Fortalecer o Conselhos de Direitos da Infância que podem deliberar sobre a política para infância como espaço que pode fazer esse enfrentamento, nós precisamos fazer isso.                         
                                                        
Campanha ANA: O Brasil está retornando ao cenário dos anos 80 e 90, seria possível fazer uma breve avaliação dos movimentos de infância daquela época do cenário atualmente?

Carlos Alberto Junior:  Tenho me preocupado com a volta da ditadura e não podermos mais falar em direitos.  Mas naquela época o movimento não tinha a política de proteção integral da infância, não se tinha uma constituição humanizada, e foi uma época em que se conseguiu avançar, e a informação demorava muito mais, não tinha face, whats app e nada disso. Daí o que precisamos nos aproximar dessa ferramentas.  Antes uma violação de direitos que a gente demorava meses para saber, hoje chega para gente em segundos é só postar.  A gente está dialogando agora para uma ação do boletim Campanha Ana e nem estamos nos falando presencialmente. Então a gente precisa aproveitar desse mecanismo de informação para podermos avançar nos debates, e também olhar para atrás e vê o exemplo do gás, da luta e energia, no olhar coletivo como todo e daí precisamos tirar o chapéu para o movimento de meninas e meninos de rua e que se mobilizou e se organizou para trazer essas crianças e adolescentes tão invizibilizados no Brasil para o debate a nível nacional e a gente conquistar o ECA. Precisamos olhar para esse exemplo de mobilização, pessoal, coletiva e pensando num tom maior para conseguirmos avançar nesse século.  

Campanha ANA: Como você avalia os cortes de gênero, raça e orientação sexual nas instituições que trabalham com crianças e adolescentes, isso é levando em conta no cotidiano das atividades metodologicamente?

Carlos Alberto Junior:  Eu tenho ficado muito preocupado com as questões gênero, raça, etnias, orientação sexual, comunidades e povos tradicionais, pois no Brasil precisamos avançar nesse debate.  Precisamos aprofundar com as pessoas sobre o que são essas temáticas, por que tem sido difícil discutir as questões LGBTI nos movimentos, nos próprios movimentos de direitos já causa vários incômodos, imagine no movimento de crianças e adolescentes que tem muitas pessoas com discurso conservador e fascista que diz que a menina não precisa saber disso né?! Mas a gente precisa quebrar essa barreira e aprofundar e discutir. Não dá pra não pautar gênero. É preciso o tempo todo sem parar. É ir nos espaços e pontuar... outra questão é que precisamos juntar os movimentos mais setoriais. Vejo que quando ainda são muito afastados quando se fala de crianças e adolescentes, o que precisamos nos perguntar pé se a pauta da infância tem sida discutida e considera dentro do movimento negro? Do movimento LGBTI? De mulheres? De habitação?  É preciso aprofundar essas pautas por dentro.
Dizendo pela a nossa atuação aqui, a gente tenta o tempo todo inserir essas representações e debates, mas tem uma repulsa de uma sociedade machista, sexista, patriarcal e racista que criminaliza esse debate através da escola sem partido, da falsa ideologia de gênero.

Campanha ANA: O sistema socioeducativo tem sido um dos principais violador do ECA. O que você acha que falta a esta política para ela se transformar de fato em uma política de proteção e novas oportunidades para os adolescentes resinificar essas violências causadas pelo sistema que de vítimas passam a serem vistos como agressores?

Carlos Alberto Junior: É preciso discutir o sistema socioeducativo de forma profunda... O meninos tem passado por muitas violações. Bem esse sistema existe quando a gente fala da proteção básica que está colocado no ECA que é dever da Família, da sociedade dos governos garantir direitos a essa população.  E a gente sabe que falta ao Estado assumir seu papel de garantido esses direitos e ele não assume e isso gera um monte de violências.  Se fizermos um recorte de dados do sistema  Por isso digo que tem várias questões que precisamos discutir, como a dos meninos que não chegam e são vítimas da violência letal. O sistema socioeducativo precisa de uma atenção especial, e se a gente apostar em políticas de prevenção vamos sim diminuir o encarceramento de meninos e meninas nesse país.   Em São Paulo a unidades de internação tem sistemas de tortura ainda, uma delas são as aulas de lutas. Os meninos vão fazer as aulas e apanha dos professores e daí a justificativa depois para marcas sãos as aulas de luta... Precisamos olhar onde o SINASE deu certo, onde vem falhando e os municípios precisam fazer essa discussão. E daí precisamos discutir O sistema socioeducativo como processo socioeducativo e não como segurança pública o que acaba violando muito mais os direitos de meninas e meninos.
socioeducativo, vamos ver que tem cor, tem endereço, tem orientação tem gênero.

Campanha ANA: Por fim, há alguma questão que gostaria de acrescentar?

Carlos Alberto Junior: Uma questão que importante de lembrar é sobre o financiamento dos fundos da Infância e Adolescentes.  Os estado muitas vezes não conseguem movimentar seus fundos e eu vou pegar São Paulo como exemplo que são bilionários e os recursos são só direcionados para atendimento, e não é também direcionado para prevenção da violência ou construção de diagnósticos e dados para as políticas públicas. Precisamos discutir e problematizar com os municípios que não conseguem fazer com que seus conselhos funcione. Então como que a gente fortalece esses mecanismo da sociedade civil de participação direta para que eles financiar e mobilizar as ações de qualquer lugar. Precisamos refletir sobre a execução e investimentos dos fundos, e de fato os governos entenderem que meninas e meninos são prioridade absoluta tanto no orçamento quanto da execução a política pública, porque a garantia de direitos hoje contribui com a diminuição das violências que o estado produz, por ausência dele próprio. É preciso fazer chegar na base, nos   
ribeirinhos, quilombolas, nas periferias...



Veja o boletim na íntegra



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Eu (nao) estou Bem - Um historia sobre a prevenção ao suicídio


Gente, lá na minha escola tivemos uma aula bem marcante e muito esclarecedora...
A minha professora chegou falando de uma campanha chamada “setembro amarelo”.
Eu achei super estranho, nunca tinha ouvido falar dessa campanha. Aliás, vi algumas coisas, mas não dei muita bola.  Depois dessa conversa, fiquei bastante curiosa em saber do que se trata a tal campanha. Minha professora começou explicado que “setembro amarelo” é a campanha de conscientização sobre prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Gente eu fiquei chocada em saber que as maiores taxas da situação de tentativa de suicídio e das pessoas que morrem por suicídios são de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, e a partir dos 50 anos de idade. E eu fui logo perguntando se isso não era coisa de gente de cabeça fraca.  A minha professora disse que o suicídio é um problema de saúde pública.  E que não tem nada dessa essa coisa da pessoa ser cabeça fraca, que na verdade esse problema esconde outras violências como abandono emocional, homofobia, machismo, o abuso sexual...
Sei que todo mundo na sala ficou bem atento a tudo que a professora estava falando, nem parecia, a turma do 508 rs.  Bem ela explicou que o suicídio tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.
Quando ela falou isso, eu logo me lembrei de uma história que aconteceu no ano passado na escola. Me lembrei da Julia, uma menina que estudou no passado aqui na escola. Julia, quando entrou na escola, todo mundo era amigo dela, até que um dia ela revelou sua orientação sexual, dizendo para todo mundo que era lésbica. Foi o maior bafafá na escola. Eu achei a atitude super massa!!! Nós temos direito de amar quem quisemos!!!
Mas não foi isso que a maioria das pessoas achou, as pessoas se afastaram dela e, fora isso, começaram a ter atitudes preconceituosas. Ela foi ficando cada vez mais isolada e pouco ia para escola, nem postar coisas no face, no insta e stories  do  zap  ela tava  postando mais. Até que um dia recebemos a notícia que Júlia estava no hospital e que ela tinha tentado se suicidar. Todo mundo ficou chocando, e triste. A maioria do pessoal da turma foi visitar a Júlia no hospital, algumas pessoas até pediram desculpa.
Na época fiquei me perguntado por que Julia tinha feito isso???
E agora eu sei, que aconteceu com a Júlia. A minha professora falou que os adolescentes LGBT têm uma das maiores taxas de tentativas de suicídio. E isso deve-se a cultura heteronormativa e à homofobia institucionalizada, incluindo as campanhas políticas contra direitos civis e proteções para as pessoas LGBT como as campanhas políticas recentes, como por exemplo a cura gay. Fora isso, geralmente os adolescentes LGBT são rejeitados pelos pais, pela família e/ou pela sociedade.  Por isso, é importante que todos nós sejamos contra a LGBTfobia!!!
Ah agente, uma coisa que fui aprendendo com toda essa história é que não rola de  condenar e  nem jugar as pessoas  viu. Sem essa de dar sermão e banalizar o rolê.  O que para você pode ser tranquilo de superar pode não ser para outra pessoa.
A questão é muito seria gente, e não podia terminar esse poste aqui no blog sem dizer
 que tô disponível para  conversa.   Que na verdade quando a gente encontra  pessoas que não tão de boas o melhor é se colocar disponível para conversa, as vezes a pessoa só precisa de alguém que escute o que tá lhe atordoando.
 Ah outra coisa importante é quando você pede ajuda, você tem o direito de:
• Ser respeitado e levado a sério;
• Ter o seu sofrimento levado em consideração;
• Falar em privacidade com as pessoas sobre você mesmo e sua situação;
• Ser escutado;
• Ser encorajado a se recuperar.

#tôdisponivel  #chamanaConversinha . Se não tiver legal pode mandar mensagem que o mais importante é a gente se ajudar!!! Se não for comigo, alguém que você confia para desabafar.

E não se esqueça que tem os serviços de saúde como os CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde). Centro de Valorização da Vida – CVV Telefone: 141 (ligação paga) ou www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e a emergência SAMU 192, UPA, Pronto Socorro e Hospitais.
É isso, a gente precisa falar sempre sobreo suicídio, e não esquecer que ai dentro pode até tá bagunçado, mas tem um monte de gente a sua volta que pode te ajudar.







Projeto Co-Financiado União Europeia

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Os conteúdos deste blog foi elaborado com a participação financeira da União Europeia. O seu conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seus realizadores, não podendo, em caso algum, considerar que reflita a posição da União Europeia

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