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terça-feira, 31 de julho de 2018

Amigo Negro – Artigo de Larissa Amorim Borges


É preciso que sigamos lado a lado desde o amanhecer de uma nova consciência racial e de gênero
Por Larissa Amorim Borges*
Publicado originalmente em12 de Julho de 2018 no site Brasil de Fato
Julho está indo embora, e como dizemos o mês inteiro que é o #julhodaspretas, nada mais singular do que publicarmos aqui no blog um artigo feito por uma mulher negra.  Uma conversa sincera e uma reflexão profunda endereçado aos Homens, sobretudo os homens negros nessa necessidade de uma nova consciência cotidiana sobre raça e gênero.  Porque o julho é das pretas, mas os outros meses também.  E a nossa insistência em tocar nos assunto com pessoas que militam pela causa da infância, nada mais é que reafirma que na formação e desenvolvimento de meninas e meninas essa tônica precisa ser constante e presente na vida dela e deles e é nossa responsabilidade enquanto educadores, pais, mães, panhes, tias e tios, primas e primos, amigas e amigos não perdemos de vista a importância de referenciar os valores de raça, gênero e etnias.
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Amigo Negro...

Preciso te dizer algo muito importante. Antes, porém quero que você saiba que te chamo para esta conversa porque faço uma aposta ancestral em você. Isso não é um julgamento, nem tão pouco “pagação de pau”. Não é lição de moral, nem ressentimento. Não faço esta conversa interessada em benefícios pessoais, mas por um bem viver coletivo e solidário.  Eu poderia guardar meu feminismo só pra mim e não compartilhar estas reflexões com você. Na verdade, esta seria a opção mais cômoda ou talvez mais confortável e esperada. Eu poderia continuar dialogando sobre isso com pessoas que vivem o que eu vivo e que pensam como eu e te manter à margem desta potencialidade, mas sendo uma mulher negra que luta incansavelmente pelo povo negro e percebendo a importância de você para o presente e o futuro do nosso povo e percebendo também os impactos de quem você é para o nosso projeto de vida e de mundo eu preciso falar com você e preciso que você me escute.
 
Pensando em tudo que você viveu até aqui, nesta sociedade em que o racismo e o patriarcado fazem simbioses diversas que recaem ou advêm sobre os homens negros de maneira muito violenta e desumanizante, muito provavelmente há um rastro de intensa devastação na vida das mulheres negras com as quais você convive ou conviveu, pelo qual você também é responsável. Reconhecer isso é o primeiro passo, mas também é necessário se retratar e promover algum tipo de reparação na vida destas mulheres.
Seja sincero ao consultar sua memória e perceberá que tal devastação pode ter ocorrido em diferentes momentos, de diferentes formas. Por sua presença ora acomodada, ora folgada e parasita, ou por sua ausência irresponsável e sobrecarregadora, pelo abandono afetivo, pela falta de iniciativa, pelo egoísmo sexual, pela assimetria no exercício do prazer, pela primazia na prática do esporte e do lazer, pelo não compartilhamento das tarefas domésticas, pela não contribuição financeira, pela deslealdade, pela desconsideração, pelo não encorajamento, pela invisibilidade, pela desnutrição da alma, pela destruição da autoestima, pelo abuso e exploração financeira, sexual e/ou afetiva. Por receber das mulheres negras investimentos e apoios simbólicos e materiais dos quais ela nunca recebeu nenhum retorno, nem sequer reconhecimento ou gratidão.
Outro dia, observei uma mulher negra. Ela estava cansada, mas chegou e fez comida para que parentes e agregados pudessem comer. Ao anunciar que a comida estava pronta, comida esta que ela teve que comprar, pagar, carregar, guardar e cozinhar, um exército de corpos masculinos que até então estavam muito ocupados descansando, conversando, cuidado de seu próprio prazer e interesses, adentrou rapidamente à cozinha e serviu ainda mais rápido seus próprios pratos fundos e ao mesmo tempo montanhosos. Antes que o aroma da comida pudesse se desfizesse no ar, todos estavam se alimentando e ela então voltou às panelas para se alimentar também. Mas, para sua surpresa já não havia mais comida. Somente restos, um aqui e outro ali. Apenas a sujeira das panelas para que ela pudesse lavar, secar e guardar, já que estas, como a comida, haviam custado seu próprio dinheiro. É isso que tem acontecido nas relações afetivas e também sexuais entre homens negros e mulheres negras. Somos convocadas a prover e somos recompensadas com migalhas, violência ou nada.
Te peço que pense mais um pouco e avance neste exercício de autocrítica e reflexividade e responda para si mesmo: Quem você seria hoje sem as mulheres negras que passaram por sua vida? Onde estaria? Em que condições? Que comodidades, oportunidades e possibilidades você não teria tido acesso?
A comida quentinha, a compra do carro, a vida em uma casa confortável, a ampliação do seu capital cultural, o acesso à universidade, o exercício da paternidade, um emprego melhor, o reconhecimento e valorização do seu próprio potencial, o companheirismo, o carinho, o exercício do prazer, a reconstrução da autoestima…
Quantas vezes você possibilitou estas e outras condições de vida digna para alguma mulher negra? Quem era ela? Sua pele era retinta? Seu cabelo era crespo? Seu corpo estava próximo ou se afastava do padrão hegemônico de beleza?
É incomodo pensar nisso, eu sei. Tenho pensado nisso ao longo dos anos e sentido o aprofundamento deste incômodo cada vez que vejo um homem negro preterindo mulheres negras para se relacionar com mulheres brancas. Se em 1851 as mulheres brancas recebiam ajuda para entrar nas carruagens, hoje elas recebem ajuda para entrar em carros, em ônibus em todos os espaços sociais. E eu te pergunto: Quem apoia a mulher negra? E como?
Antes de sermos a favor ou contra as relações inter-raciais precisamos pensar criticamente sobre elas e entender qual é sua função estratégica em um contexto de miscigenação como estratégia de genocídio da população negra. Ao mesmo tempo é preciso verificar se o contrário também acontece e como. Talvez estas perguntas[1] nos ajudem a pensar:
Quais homens negros têm sido eleitos como parceiros, maridos, namorados companheiros de mulheres brancas? O que eles têm oferecido para elas? O que eles significam socialmente um para o outro? Nunca encontrei nenhuma loira casada com o lixeiro ou com o padeiro, mas com frequência encontro mulheres brancas casadas com acadêmicos, cantores e jogadores de futebol. Seria isso uma simples coincidência?
Que mulheres brancas são desejadas por homens negros e brancos? Quais brancas estão acessíveis aos homens negros comuns? Corpos fora do padrão hegemônico de beleza têm sido reconhecidos como humanos? Têm recebido amor?
Como homens negros e brancos têm se relacionado com as mulheres negras? Elas são prioridade para eles? Têm sido sujeitas dignas de amor, objeto sexual, fonte de renda ou nem isso?
Eu, como outras mulheres negras, tenho aprendido a me amar cada vez mais e melhor. Pelo legado de minhas ancestrais aprendi, sei e sinto que eu me basto[2]. Mas, este aprendizado, esta compreensão, não me faz prescindir de você. Não me faz te abandonar. Não me faz te deixar para trás nesta longa jornada que temos a seguir. Contudo, é preciso que você reconheça que te carreguei no ventre, nas costas e nos braços por tempo demais. Te apoiei tempo suficiente para que você pudesse se preparar, se organizar, se reconfigurar para seguir com suas próprias pernas sem demandar ou exigir tanto ou nada de mim, mas sem correr na minha frente, sem me derrubar ou me abandonar. Refeito dos traumas do machismo racista ou ainda se refazendo das sequelas deixadas em você pelo racismo patriarcal, é necessário que você tenha coragem de olhar para cada uma de nós Mulheres Negras, com respeito, dignidade e amor. Sim, com AMOR.
Quem investe na mulher negra? Quem ama a mulher negra? Quem é capaz de oferecer o seu melhor para as mulheres negras?
As mais velhas me contaram que muitas mulheres negras, ao serem sequestradas do continente africano, trouxeram sementes de milho, feijão e outros alimentos escondidas no corpo e no cabelo, porque não sabiam para onde estavam sendo levadas nem se voltariam, nem em que condições viveriam e precisavam garantir alimento para si e para os seus, precisavam garantir a vida das próximas gerações. Cada semente contém um mapa de ancestralidades com registros precisos de tempo, espaço, clima e outras condições. Cada semente guarda em si a possibilidade da vida e todo processo de evolução e maturação de sua espécie.
Homens negros, nós mulheres negras sabemos quem são vocês e qual é sua importância. E é preciso que vocês também saibam da sua própria importância e, ao mesmo tempo, reconheçam e valorizem a nossa importância, nossa história, nossa vida e nossos corpos. Reconheçam, valorizem e retribuam o investimento e a aposta que historicamente temos feito em vocês, por nós, por vocês e pelo nosso povo em África e na Diáspora.
Homens negros, não há mais tempo para perdermos energia e vida pelo caminho. Mesmo provendo e movendo o mundo, nós mulheres negras temos sido as principais vítimas de estupro, violência doméstica, feminicídio, mortes por aborto inseguro, mortes por causas evitáveis e encarceramento por crimes de menor potencial agressivo. E mesmo assim, seguimos sendo fator definidor para a manutenção e garantia da vida de vocês, sobretudo em cenários de violência e nos diferentes contextos e expressões do genocídio. As feridas causadas em nós por tantas violências e negligências são dignas de reparações e clamam por elas.
Homens negros, sendo machistas e “palmiteiros” vocês negligenciam sua importância para se tornar marionetes estratégicas deste sistema racista patriarcal. Destroem as sementes crioulas, tesouro herdado de nossos ancestrais. Para nossa sobrevivência enquanto povo, você homem negro precisa compreender o patriarcalismo racista e seus impactos subjetivos e históricos. Você precisa se reposicionar. Desalojar os colonizadores que foram implantados em seu coração e sua mente. É hora de desconstruir as práticas cotidianas de machismo e racismo nas micro e macro relações. É preciso que sigamos lado a lado desde o amanhecer de uma nova consciência racial e de gênero para que possamos vislumbrar juntos o entardecer de um intenso processo de genocídio do povo negro.
[1] Autores que colaboram com esta reflexão: Sorjone Trhu, Fanon e Ana Claudia.
[2] Eu me basto! – Principal ensinamento de Angelou Maya para Opra. Documentário: “Eu Ainda Resisto!”

*Larissa Amorim Borges é doutoranda e Mestra PPGD em Psicologia pela UFMG, Subsecretária de Políticas para as Mulheres no Governo de Minas Gerais. Ativista da Cultura Hip Hop e integrante da Rede de Mulheres Negras MG. 

Edição: Joana Tavares

quinta-feira, 22 de março de 2018

Autoproteção - Gerar conhecimento para combater e prevenir a violação dos direitos




Ao longo dos 4 anos de existência da campanha ANA, equipe técnica e diversas colaboradoras e colaboradores ajudou a construir e sistematizar conhecimentos e práticas realizados por todas nós que defendemos os direitos humanos, em espacial de crianças e adolescentes queremos aqui registrar nossa gratidão. 

Dito isso, e para facilitar a vida, preparamos esse post com alguns desse materiais que estão digitalizados para contribuir com quem já está na luta, e como quem também está se achegando na caminha.  ESSE POST É PARA VOCÊ!

Nossa última publicação, O boletim não conta, por que ele é mensal, (Você pode acessá-lo sempre que precisar aqui no blog – acesse aqui-) foi a CARTILHACONEXÃO ANA.  Essa cartilha já havia sido criada no ano de 2013, e traz como tônica além dos processos de autoproteção, a reflexão sobre grandes obras e mega eventos. (Veja ela Aqui) e por falar em copa do mundo, gente tenho um videozinho meu falando sobre isso, mas não reparem porque na época, eu ainda não tinha passado pelo meu processo de transição capilar, coisa que eu contei aqui no blog também.(História da Ana), muita coisa né gente, é vídeo, é história, é cartilhas e oficinas nas escolas... Mas tudo isso por que, nós acreditamos que conhecimento gera auto proteção.  Ou seja, quanto mais sabemos, menor é a chance de aceitarmos ou ser alvos fáceis de violência. Bora descobrir essa series de atitude que contribui para nossa segurança?  Acesse a nova cartilha aqui.

Outro material que também nos orgulhamos muito de ter produzido, foi o CADERNOPEDAGÓGICO (Formação em Webativismo e Enfrentamento às Violências Sexuais) Essa (Confiraaqui como foi o encontro dos adolescentes) Acreditamos que ele também pode ser um instrumento importante para as organizações e educadores que realização formação em suas bases. É importante que ele seja usado com esse objetivo: Processos formativos com adolescentes e jovens. Os Direitos Humanos precisam estar inseridos no nosso convívio com o mundo e acreditamos que são estes os lugares de diálogo que possibilitam esta inserção - é assim que as propostas e apontamentos que aqui estão ganham vida. Tornar os Direitos Humanos algo vivo e pulsante no nosso cotidiano, é isso que o Caderno Pedagógico sugere como caminho - mas somos nós que trilhamos essa estrada! Acesseaqui.
publicação surgiu para apoiar O encontro de formação de 40 adolescentes brasileiro de diferentes estados da federação. Nele é possível encontrar diferentes temas que dialogam entre si, contribuindo para difundir a cultura dos direitos humanos através de uma linguagem mais próximas dos adolescentes e jovens. Embora esse caderno tenha sido pensando para esse processo formativo,


Vocês sabem que não é de hoje que defendemos e acreditamos na participação   nas nossa praticas. Pois bem, um outro exercício coletivo que foi realizado através de um encontro, foi conseguirmos elaborar os 12 princípios que ajudam a fortalecer a participação em diferentes espaços.  E a participação juvenil da qual nos referimos é: UMA PARTICIPAÇÃO JUVENIL PROATIVA, COLETIVA, PROTAGONISTA E POLITICA
Pode até parecer uma “receita de bolo” esses 12 princípios, mas na verdade, foi nessa publicação elabora no início de 2015, que conseguimos apontar caminhos possíveis, e não uma forma engessada de fazer com que a participação aconteça.  E foi também através de exercício que podemos realizar o encontro com os adolescentes que citamos no início desse post. Então aí vai o link para acessar o processo de elaboração dos 12 PRINCÍPIOSPARA GARANTIR A PARTICIPAÇÃO JUVENIL E 9 PASSOS PARA EFETIVÁ-LA (clique aqui)Ou para já ir direito na sistematização (clique aqui)


Quer RECEBER CONTEÚDOS COM EXCLUSIVIDADE da campanha ANA?  Basta deixar seu e-mail nos comentário deste post.   

Conheça Também as histórias da ANA (clique aqui )

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Redes nacionais se encontram em Brasília para discutir Direitos Sexuais LGBTI e a conjuntura Nacional.

Encontro formativo vai promover debate com as redes nacionais sobre os direitos sexuais LGBTI de crianças e adolescentes brasileiras, e a situação dos direitos humanos de meninas e meninos no Congresso Nacional. O encontro faz parte do Projeto Aliança nacional de Adolescentes – Campanha ANA- que terá sua nova fase lançada no evento



Cerca de 70 organizações sociais que atuam na defesa e promoção de direitos de crianças e adolescentes, estarão reunidas em Brasília, para refletir sobre os direitos sexuais de meninas e meninos LGBTI e o enfrentamento das diferentes formas de violência praticadas contra eles, em especial as violências sexuais. O encontro acontece do dia 28 ao dia 30 de Novembro de 2016 no Centro de Convenções Israel Pinheiro – QL 32 do Lago Sul St. Hermida Dom Bosco QL 32, Bloco A - Lago Sul, Brasília – DF - E é destinado a representantes das Redes Nacionais de Defesa dos Direitos de crianças e adolescentes, da sociedade civil organizada, que lidam com o enfrentamento a violência sexual e outras violações ao público de infanto-juvenis previamente convidadas.

O encontro formativo mobilizado pela Associação Barraca da Amizade, ECPAT Brasil e Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra crianças e Adolescentes através da Campanha ANA (Aliança Nacional de Adolescentes), com cofinanciamento da União Europeia, tem o objetivo de fortalecer os espaços das organizações sociais na discussão, incidência e deliberação das políticas públicas dos direitos de crianças e adolescentes, assim como analisar, mapear, tirar encaminhamentos de ações, diretrizes e estratégias para o fortalecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nos estados frente à situação atual da infância e adolescência.

“Com esse encontro pretendemos discutir o cenário político atual e suas implicações para as políticas de direitos humanos, com enfase nos direitos sexuais de crianças e adolescentes LGBTI, e esperamos qualificar as redes nacionais e tirar estratégias conjuntas de incidência da sociedade civil organizada para frear essas sucessivas tentativas de retrocessos”. Enfatiza a Coordenadora do projeto e Membro colegiada do ECPAT Brasil Lídia Rodrigues.

Na programação do Encontro está previsto cinco mesas de reflexão com especialistas que abordarão temas como: Direitos Humanos e Infância e Adolescência no Congresso Nacional, Sexualidade, Diversidade, Direitos Sexuais, Infância e Adolescência, LGBTfobia, Violência Sexual e Políticas Públicas. E grupos de trabalhos para pactuar estratégias de fortalecimento dos direitos humanos de meninas e meninos no atual contexto do país. A primeira mesa da formação, será aberta para o público em geral, com o tema: Política de Direitos Humanos: desafios para a incidência da sociedade civil frente às reformas em curso, marca a agenda dos 16 dias de ativismo pelos direitos humanos, mobilização em alusão ao dia Internacional dos Direitos Humanos: dia 10 de dezembro

Na oportunidade será lançado o projeto cofinanciado pela União Europeia que inaugura um novo ciclo da Campanha ANA – Aliança Nacional de Adolescentes: Por direitos sexuais LGBTI - que tem por objeto fortalecer a capacidade de incidência na defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes LGBTI em redes e enfrentando a violência sexual contra crianças e adolescentes. Tudo isso com o intuito de fortalecer as identidades e combater a homofobia, lesbofobia e transfobia, que muitas vezes crianças e adolescentes ainda sofrem, nos espaços institucionais.

Veja abaixo a programação do encontro e acompanhe as discussões na nossa pagina do facebook.


PROGRAMAÇÃO FORMAÇÃO SOBRE DIREITOS SEXUAIS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES LGBTI E ENCONTRO DAS REDES NACIONAIS


                                                                    1ª DIA 28/11 

15h – Abertura: Mesa de Boas Vindas (representantes das Redes Nacionais) e Lançamento do Projeto Aliança Nacional de Adolescentes pelos Direitos LGBTI

16h - Mesa: Análise de conjuntura do Cenário da Infância e Adolescência no Congresso Nacional

Inesc - Cleo

Mediação: Gabinete do Jean Willis

17h30 - Intervalo

18h – Mesa: Política de Direitos Humanos - Análise de conjuntura – desafios para a incidência da sociedade civil frente às reformas em curso

Renato Roseno – Deputado Estadual PSol CE e Militante dos Direitos Humanos

Mediação: Vinicius Miguel – Anced

20h - Assinatura de termo de cooperação (projeto ECPAT, Plan Brasil e CEDECA) e encerramento do primeiro dia.



2ª DIA 29/11



8h30 - Trabalho em Grupos

Levantar estratégias para incidência das redes da sociedade civil no atual contexto

11h às 11h30 - Socialização dos grupos e panorama sintético dos trabalhos para que possamos tirar os encaminhamentos e pactuações

Mediação: Bel

12h30 - Intervalo para Almoço

14h - Mesa: Sexualidade, Diversidade, Direitos Sexuais, Infância e Adolescência CFEMEA

Cores - Carol Arcari

Fórum Peti – Dr Eduardo Varandas

Coturno de Vênus

Mediação: Irina Baci

3º DIA - 30/11

08h30 - Mesa: LGBTfobia, Violência Sexual e Políticas Públicas 
Saúde – Katia Souto
Educação – Comissão de Educação da ABGLT
Proteção Especial – Acolhimento e Adolescentes Privados de Liberdade – Fabio Felix
Mediação: Estela Escandola

11h – Trabalho em Grupos – Quais os maiores desafios quanto ao debate e propostas de incidência nas políticas sobre o tema dos direitos sexuais LGBTI?

12h30 - Intervalo para almoço

14h – Apresentação dos Grupos e pactuação de estratégias de encaminhamentos

15h – Avaliação e Encerramento

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA ADOLESCENTES


O Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Região Litoral) e a Campanha ANA (Aliança Nacional de Adolescentes) promovem capacitações para adolescentes com idades entre 14 e 18 anos, vinculados(as) as ONG’s filiadas ao Fórum DCA-PB (Região Litoral).

A inciativa tem como objetivo fortalecer o protagonismo de adolescentes nas diversas temáticas tais como: Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, Acesso à Internet Segura, Medidas Sócioeducativas, Redução da Maioridade Penal, Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Trabalho Infantil, Sistema de Garantia de Direitos, Direitos Humanos, Conferências dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cidadania – 1º Voto, Gravidez na Adolescência, Drogas, Direitos da Mulher, Lei dos Grêmios Estudantis, Tráfico Humano e Prevenção as Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST.

As capacitações acontecerão na Sede da Pastoral do Menor, no Mosteiro de São Bento (Av. General Osório, SN, Centro, João Pessoa-PB), durante o período de 1 ano, no horário de 14h às 17h. As inscrições acontecerão via internet e deverão ser enviadas ao e-mail: pb.forumdca@hotmail.com no período de 23 de Setembro de 2015 à 14 de Outubro de 2015.
Confira calendário abaixo da formação:



Mais  informações: 

Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Paraíba
E-mail: pb.forumdca@hotmail.com e/ou (83)3241.7095

Carlos Júnior
E-mail: jr.carlinhos@yahoo.com.br e/ou (83)99616.6231 / (83)98795.2863

Andrezza Ribeiro
E-mail: andrezza_pequena@hotmail.com e/ou (83)98883.6208



SERVIÇO

Capacitação para Adolescentes

Período: De 19 de outubro de 2015 à 10 de outubro de 2016

Local: Mosteiro de São Bento (Av. General Osório, SN, Centro, João Pessoa-PB)

Horário: De 14h às 17h



terça-feira, 22 de setembro de 2015

OFICINA REGIONAL DE DIFUSÃO DA METODOLOGIA DA CAMPANHA ANA


A Campanha ANA realizará próxima quarta–feira (23), Oficina Regional de Difusão da Metodologia da Campanha ANA. A ação faz parte da Campanha ANA - Aliança Nacional de Adolescentes realizada pela Associação Barraca da Amizade, Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual e Rede ECPAT.
A programação da Oficina tem como intuito mobilizar adolescentes e jovens para autoproteção dos seus direitos, além de debater participação e protagonismo juvenil e fortalecer caminhos conjuntos com as organizações que compõe a rede.

Segundo a Coordenadora da Campanha e membra da Coordenação colegiada do Ecpat Brasil Lídia Rodrigues afirma que esse é um momento muito importante para a Campanha, pois a partir dessa atividade poderão olhar a evolução da campanha, seus pontos de melhoria e começar a refletir sobre seus caminhos futuros. Como foi feito na atividade com as organizações do nordeste (veja aqui)



SERVIÇO

OFICINA REGIONAL DE DIFUSÃO DA METODOLOGIA DA CAMPANHA ANA

Local: Fundação para Infância e Adolescência - Fia

Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 120, Botafogo, Rio de Janeiro - RJ

Data: 23/setembro/2015

Horário: 8h30 às 16h30



INFORMAÇÕES

Coordenação
Lidia Rodrigues

(85) 98881.1541

rodrigues.lidia@gmail.com


Secretária Executiva
Rose Costa

(85) 8401-3789
rose_uece@hotmail.com





terça-feira, 1 de setembro de 2015

Reflexão sobre Direitos Humanos, autoproteção e participação juvenil é tema de atividade desenvolvidas na cidade de Lauro de Freitas Bahia.

tema da atividade

Do dia 31 agosto até dia 2 de setembro estão sendo realizadas oficinas com adolescentes em Lauro de Freitas -BA. A Reflexão feita por lá nesses dias de atividades é sobre direitos humanos, autoproteção e participação juvenil . É o que nos conta Mirian Souza, uma das facilitadoras e participante da formação realizada pela Campanha Ana .

Mirian Souza
Ela que faz parte da ADESC - Associação de Desenvolvimento Sócio Educativo - e do Comitê de Enfrentamento à Violência Sexual da Bahia diz que a experiência de facilitar essa oficina tem sido uma experiência incrível , pois desperta nos adolescentes e jovens que eles tem direitos e que eles podem exigir. “É uma das coisas mais gratificantes, ter a presença dos educadores que são polícias militares e trocar experiências a respeito da violência é muito bom também.

Além dessas instituições outras parcerias importantes foram estabelecidas para o desenvolvimento da atividade como por exemplo o Gabinete de Gestão integrada Municipal , ( GGIM-PMLF), Base comunitária de segurança de Itinga/ PM-BA -núcleo de projetos pacto pela vida a secretária de educação e Núcleos de Convivência dos CRAS de Lauro de Freitas

Mirian relata que ontem foi feito a discussão sobre Diretos humanos e hoje Autoproteção e conferência das Juventudes já para amanha esta na pauta das discussões o debate sobre as violências. “Estamos construindo e desconstruído e reconstruindo a visão que temos da nossa comunidade” finaliza Miriam.


Confira abaixo algumas fotos da atividade.









segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Campanha ANA realiza formação com instituições da região Norte e Nordeste filiadas a Rede Ecpat Brasil

 Durante o dia de hoje as instituições da região Norte e Nordeste filiadas a Rede Ecpat Brasil estão reunidas para a formação em web ativismo da campanha ANA na cidade de Recife. 

Lídia Rodrigues destaca que esse é um momento muito importante para a Campanha, pois a partir dessa atividade poderão olhar a evolução da campanha, seus pontos de melhoria e começar a refletir sobre seus caminhos futuros.

Além disso, a ideia é também em conjunto com as organizações refletir sobre a participação de meninas e meninos e como as organizações vem trabalho nessa perspectiva. “Compreendendo a campanha como um legado da Rede ECPAT, queremos trabalhar esses pontos juntos e traçar caminhos para avançar nessa participação.” Finalizada Lídia. 


Em setembro será a vez das organizações filiadas à rede Ecpat Brasil do Centro Oeste e Sudeste, além de organizações locais da cidade do Rio de Janeiro onde acontecerão as atividades.



Sobre a campanha:

Executada desde o ano de 2011 a Campanha ANA, tem como objetivo mobilizar adolescentes brasileiros para um processo de autoproteção dos seus direitos sexuais através da produção e difusão de conteúdos que instrumentalize profissionais e adolescentes a lidar com essa temática.



INFORMAÇÕES

Lídia Rodrigues (85) 98881.1541

Coordenação

ana.movimento@gmail.com

rodrigues.lidia@gmail.com



Acompanhe as mídias sociais da Campanha ANA:

Blog: http://anamovimento.blogspot.com.br/

Facebook: www.facebook.com/campanhaana

Instagram: http://instagram.com/anamovimento

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCgG1YmcMVnA_DLfYw5v22CQ





quarta-feira, 13 de maio de 2015

Resultado do processo seletivo de adolescente e jovens de todo o Brasil para participar da formação do projeto “Aliança Nacional de Adolescentes - ANA: web ativismo contra violência sexual dentro do Convênio 792276/2013 – Nº 011/2014"



A Associação Barraca da Amizade vem tornar público o resultado do processo seletivo para as 40 vagas da formação com adolescentes e jovens em web ativismo e enfrentamento as violências sexuais para o projeto “Aliança Nacional de Adolescentes - ANA: web ativismo contra violência sexual dentro do Convênio 792276/2013 – Nº011/2014" em parceria com o CONANDA e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH /PR).

Conforme edital lançado, a seleção levou em consideração os critérios das diversidades regionais e identitárias.

Resultado da referida seleção:
  1. Alícia Teixeira da Silva – Canguaretama - Rio Grande do Norte
  2. Amanda Rodrigues Nunes – Jequitinhonha -Minas Gerais
  3. Ana Luísa Simões Guedes – Datas - Minas Gerais
  4. Beatriz Costa da Silva – Junqueiro - Paraíba
  5. Camille Malcher Gomes – Balém - Pará
  6. Carlos Henrique Cruz da Silva - Ceará-Mirim - Rio Grande do Norte
  7. Estevão Nogueira Batista – Manaus - Amazonas
  8. Flávia Ferreira do Nascimento - São Luís - Maranhão
  9. Gabrie lSilva de Oliveira – Sarandi - Paraná
  10. Gabriel Pereira de Souza - Riacho Fundo 02 - Distrito Federal
  11. Gabrielly Gusmão de Oliveira - Recanto das Emas - Distrito Federal
  12. Guilherme Felipe Costa de Macedo - Aparecida de Goiânia - Goiás
  13. Igor Luan Da Silva – Recife - Pernambuco
  14. Italiane Lima Bandeira Luna – Recife - Pernambuco
  15. Jefferson Jardim Caldeira - Belo Horizonte -Minas Gerais
  16. João Felipe Fagundes Portella – Curitiba - Paraná
  17. João Pedro Caboclo da Silva – Recife - Pernambuco
  18. Jonathan Moreira dos Santos - São Paulo - São Paulo
  19. Joyce Cristina Moraes de Almeida - Belém-Icoaraci - Pará
  20. Juliana Carolina da Silva Lima - Boa Vista - Roraima
  21. Juliane Valle - Nova Esperança – Paraná
  22. Laisnanda da Silva de Sousa - São Luís - Maranhão
  23. Larissa Candido Fernandes - Tibau do Sul - Rio Grande do Norte
  24. Laura Candido Fernandes - Tibau do Sul -Rio Grande do Norte
  25. Lucas Ribeiro de Azevedo Pavan – Sarandi - Paraná
  26. Lucas Silva de Araújo – Recife - Pernambuco
  27. Luciano Sousa Mota – Fortaleza - Ceará
  28. Maria Carolina Arruda Branco - São Paulo - São Paulo
  29. Mirian Souza Fonseca - Lauro de Freitas - Bahia
  30. Natália Luana Alves de Freitas - João Pessoa - Paraíba
  31. Pablo Oxaguian Santiago Barbosa – Olinda - Pernambuco
  32. Rafael Pereira de Sousa – Medina - Minas Gerais
  33. Ravanna Amorim Santos – Salvador - Bahia
  34. Robson Araújo Batista – Parnamirim - Rio Grande do Norte
  35. Sabrina Darque Pereira Teobaldo - Ananindeua/Belém - Pará
  36. Samuel Euzébio de Oliveira - São Paulo - São Paulo
  37. Stefani Xavier Ribeiro - São Vicente - São Paulo
  38. Thamires Ribeiro Dutra - São Paulo - São Paulo
  39. Wilson Guilherme Dias Pereira - Jaci-Paraná, Porto Velho - Rondônia
  40. Yan Busquet Torres Cardoso Braga - Cachoeiras de Macacu - Rio de Janeiro
Aos que não entram para essa formação, agradecemos o empenho de enviar sua inscrição, e sabemos que estaremos sempre juntxs.
Para qualquer outro esclarecimento entre em contato com a equipe do projeto: 
ana.movimento@gmail.com

Projeto Co-Financiado União Europeia

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Os conteúdos deste blog foi elaborado com a participação financeira da União Europeia. O seu conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seus realizadores, não podendo, em caso algum, considerar que reflita a posição da União Europeia

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