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terça-feira, 22 de maio de 2018

Recomendações dos adolescentes no 2° congresso Brasileiro de Enfretamento a Violência Sexual



Estiveram reunidos em Brasília cerca de 60 adolescentes entre os dias 14 a 16 de maio para participar do 2° Congresso brasileiro de Enfrentamento a violência sexual contra crianças e adolescentes. 
Um dos momentos de sacudiu as atividades dos segundo congresso, aconteceu na manhã do dia 15 por meio da mesa que discutiu sobre Participação e Protagonismo de Crianças e Adolescentes e Jovens o momento contou com as palestrantes: Caroline Arcari – Instituo CORES; Miriam Fonseca - Cia Távola de Teatro, Coletivo Baiano pela democratização da mídia e Campanha Ana   e Gabriela Mora – UNICE com mediação de Inês dias.
Carol Arcari apresentou a experiência da Escola de Ser.  Uma escola propõe uma educação baseada na autonomia, apresentando um currículo construído pelas meninas e meninos, priorizando a afetividade, a responsabilidade, a qualidade de vida e o cuidado com o outro.
Já a jovem Mirian Fonseca, trouxe seu relato trajetória pessoa de participação juvenil em diferentes espaços trazendo com ponto de reflexão a caminha para conhecer e apropriar-se de fora a intervir nos
espaços de decisão de forma qualificada, e a história de vida de cada adolescente deve ser considerada como esse ponto de partida.
Gabriela Mora da UNICE, trouxe o resultado de uma pesquisas virtual sobre o tema da violência sexual que contou com 2.206 pessoas no site do Ureport Brasil onde 88% dos participantes indicam que gostariam de falar mais sobre o tema.  
Após as falas, houve um grande debate acerca do modo de como as organizações incentivam essa participação, também foi no momento de debates que os adolescentes presentes reivindicaram a importância de terem voz e voto nos diferentes processo que são pensamos para elaborar diretrizes que decidam sobre suas vidas.
Instigados por esse momento os adolescentes presentes se organizaram para então debater e tirar  Segue na integra abaixo
propostas que elencam como necessárias para a prevenção e combate à violência sexual de meninas e meninos, apresentando no momento final uma carta onde reúne a maioria das questões.







                CARTA DOS ADOLESCENTES, BRASÍLIA 16 DE MAIO DE 2018.

Nós adolescentes mobilizadores, protagonistas juvenis, presentes nesse Congresso viemos por meio desta carta, nos posicionar diante da realidade brasileira de violação de direitos sexuais de crianças, adolescentes e jovens. Por isso, desejamos que sejam consideradas as seguintes propostas e que esse documento seja anexado ao relatório final deste Congresso. Reafirmamos com esta carta a importância do trabalho com educação entre pares em todos os setores públicos e da sociedade civil. Pensamos que no futuro a diversidade LGBTI não será um tabu, mas sim a potencialidade do desenvolvimento de uma sociedade mais justa.   Sendo assim, segue abaixo as propostas elaboradas pelos(as) adolescentes e jovens no Espaço Adolescente Pedro Henrique Higuchi:
             Ampliação da produção de audiovisual e mídias sociais para as estratégias de enfrentamento a violência sexual, uma vez que, estas são importantes para mostrar as realidades e as vivências dos territórios de uma forma diferente, leve e lúdica;
             Que o poder público do nosso país possa fortalecer os espaços de formações qualificadas para os\as profissionais que atuam diretamente com a escuta e acolhimento de crianças, adolescentes e jovens vítimas de qualquer violência sexual. Além disso, desejamos que o nosso sistema de garantia de direitos de crianças, adolescentes e jovens seja fortalecido e, que haja redução da requisição informações necessárias para o uso do DISQUE 100 e outros aparatos de denúncia de violações de nossos direitos.
             Que o poder público garanta condições para o trabalho de uma Equipe Multidisciplinar nos serviços que compõem a nossa rede de proteção.
             Reconhecendo nossa realidade cruel de alto índice de casos de exploração sexual infanto- juvenil desejamos que haja mais políticas de qualificação profissional e oferta de empregos e oportunidades, considerando os grupos com maiores índices de desigualdades sociais: LGBTI, negros\as, indígenas, quilombolas, mulheres, pessoas com deficiências.
             Fortalecer as formas de enfrentamento as violências sexuais nos espaços de mídias sociais que são muito frequentados por crianças, adolescentes e jovens.
             Oportunizar espaços de sensibilização para formação de novos educadores\as sociais de enfrentamento as violências sexuais.
             Disseminar e sensibilizar sobre as especificidades da exploração sexual e gerar o fortalecimento de estratégias para o enfrentamento desta violência, com o foco principal nas vítimas;
             Fortalecer e qualificar os serviços de convivência familiar. 
             Fortalecer as campanhas promovidas pelo Estado para a conscientização da sociedade sobre o enfrentamento às violências sexuais;
             Fortalecer os espaços culturais, de educação, serviços comunitários que trabalham a questão do empoderamento das identidades diversas.
             Potencializar a conscientização acerca do movimento LGBTI.
             Disseminar conteúdo formativo com foco nas famílias, nas escolas e na comunidade em geral sobre sexualidade e gênero.
             Encontrar formas de conseguir abrir os diálogos nos espaços mais conservadores e revisionistas.
             Criar estratégias para o entendimento sobre o fenômeno dos abusos sexuais dentro das relações de namoro e matrimônio: Estupro Marital e Relacionamentos Abusivos.
             Criar espaços de conscientização sobre a condição dos/as adolescentes enquanto sujeitos de direitos, inclusive sexuais e reprodutivos.
             As “Minorias” são mais vulneráveis a sofrerem discriminação na internet.
             Desenvolver um mapeamento das campanhas em âmbito nacional existente de enfrentamento a violência sexual com intuito de sistematiza-los e disponibiliza-los para o fortalecimento das campanhas.
             Fortalecer as estratégias de responsabilização dos/as praticantes de crimes virtuais.
             Desenvolvimento institucional para reintegrar a vítima na sociedade. Cyberbullying é crime!!!!!!!
             Aumentar os investimentos públicos nas campanhas de conscientização e desenvolvimento de propagandas contra a violências sexuais, bullying, propagação de mídias de foro íntimo. (Conselhos de direitos e espaços de controle social).
             Oportunizar os espaços de participação e protagonismo para as populações que encontram-se em situação de vulnerabilidade para que as reais vivências dessas populações, em seus territórios, sejam consideradas na distribuição dos recursos públicos.
             Fortalecimento da união de raças e lutas de campanhas.
             Garantir a efetivação concreta das Leis 10.639, que oportuniza o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana nas escolas, e 11.645, sobre o ensino da origem e Cultura Indígena na educação, pelo poder público e toda Rede de Proteção à Crianças, Adolescentes e Jovens, uma vez que as mesmas são excluídas e/ou negligenciadas em todo o país.
Queremos ter voz e participar ativamente na nossa sociedade, nas decisões do nosso país, sabemos que cada um/a aqui presente tem suas realidades, suas culturas e é isso que faz o nosso país ser diverso, mas precisamos e podemos todos/as juntos/as lutar por Justiça, Igualdade, mais oportunidades e principalmente respeito pelas nossas vozes e vozes de todas as crianças, adolescentes e jovens que tem os seus direitos violados, ou são expostos a situações de violências.
Não vamos permitir que mais uma vez os nossos direitos estejam tratados com meros objetos, que nossas vozes sejam desconsideradas. Estamos num momento de completo descaso da nossa constituição, a exemplo disso a aprovação da absorção do Sistema Socioeducativo para o Sistema Prisional, que acabou de acontecer, o que faz com que percamos mais direitos, mais espaços e o processo de socioeducação com os/as adolescentes que cumprem as medidas socioeducativas. O que irá acontecer com a nossa juventude? Quando seremos ouvidos/as? Quando seremos respeitados/as? Nós temos vozes e queremos ser ouvidos/as!!

Representação dos adolescentes que elaboraram a carta
Rap da Saúde - RJ
Grupo Ruas e Praças - PE
Coletivo Mulher Vida – PE
Rede Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes - PE
CMM Julia – PE
Casa de Ismael – DF
Brejo das Sapas – MG
CMDCA / FJSFA - RJ
CPA - GO
Pastoral da Juventude/ Paróquia Santa Inês - AC

Ocupação Gregório Bezerra - CE
Conselho Consultivo da Criança e do Adolescentes PB
REMAR - PB
Centro Social Marista Irmão Henri Verges - PR
Mana do Céu – MS
Cidade dos Meninos - MS
CEDCA MS - MS
COMCEX - MS
SEDICA - MS
CESAM - DF
Plan International – BA
EmPODERa Manas - PA





terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Formação em Direitos Sexuais LGBTI de crianças e adolescentes é realizado em Brasília.


Nos dias 28, 29 e 30 de novembro aconteceu em Brasília o Encontro de Formação sobre Diretos Sexuais de Crianças e Adolescentes LGBTI, promovido pela Associação Barraca da Amizade, Ecpat Brasil e o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual.

Dentre as várias atividades do encontro, as mesas com especialistas e militantes da causa dos direitos humanos trouxeram grandes contribuições na reflexão sobre o tema. Uma das análises realizadas nesses debates foi que a perspectiva da prevenção à violência sexual é mais aceita pela sociedade de modo geral, do que a perspectiva emancipatória da violência, ou seja, quando falamos dos direitos sexuais como direitos humanos estamos trazendo à tona essa perspectiva que empodera e evita que meninas e meninos sejam vitimados das várias violências, pois os direitos humanos são interdependentes. Foi um dos destaque da mesa que discutiu Sexualidade, Diversidade e Direito Sexuais na infância e adolescência.

Outro destaque trazido pela Mesa que discutiu a LBGTfobias, Políticas Públicas e Violência Sexual, foi a questão das violências institucionais: “A gente não resolveu as violências institucionais, é preciso pensar essa perspectiva, só poderemos mudar a realidade das crianças e adolescentes mudando a sociedade”. Já na mesa que analisou o cenário nacional que o Brasil se encontra na defesa dos diretos destacou: “As demandas de Juizamento (justiça) são demandas que dialogam e visibilizam o que há de mais perverso na nossa sociedade. Quais as pautas que nos unificam? Nós precisamos nos reconhecer nos outros, mesmo que esse outro sejam desconhecidos”.

Os apontamentos e as reflexões vindos tanto das mesas quanto dos grupos de trabalho destacaram os desafios e diretrizes que precisam de investimento, como: a formação para entidades sobre a população LGBTI e seus direitos; pensar as crianças e adolescentes em sua integralidade; maior presença da sociedade civil organizada no parlamento em todos os níveis (Municipal, Estadual e Federal); maior articulação com outros movimentos e o fortalecimento das redes defesa e proteção dos direitos, foram os destaques do encontro.

Para a coordenação das redes, o encontro cumpriu o papel fundamental de pautar as organizações sobre essa temática dos Diretos Sexuais de Crianças e Adolescentes LGBTI, que é pouco discutida no movimento da infância. Foi um momento estratégico, pois as preocupações e apontamentos levantados no encontro irão contribuir para o planejamento institucional das organizações para o próximo ano.

A equipe do projeto se debruçará na sistematização dos conteúdos para socializar aos participantes. Abaixo segue um álbum de fotos de alguns momentos do encontro é só clicar e rever os momentos, baixar e compartilhar.  Para as apresentações pedimos que mande e-mail solicitando com assunto: PPT Encontro ANA para ana.movimento@gmail.com


Clique aqui para ver  mais fotos


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Redes nacionais se encontram em Brasília para discutir Direitos Sexuais LGBTI e a conjuntura Nacional.

Encontro formativo vai promover debate com as redes nacionais sobre os direitos sexuais LGBTI de crianças e adolescentes brasileiras, e a situação dos direitos humanos de meninas e meninos no Congresso Nacional. O encontro faz parte do Projeto Aliança nacional de Adolescentes – Campanha ANA- que terá sua nova fase lançada no evento



Cerca de 70 organizações sociais que atuam na defesa e promoção de direitos de crianças e adolescentes, estarão reunidas em Brasília, para refletir sobre os direitos sexuais de meninas e meninos LGBTI e o enfrentamento das diferentes formas de violência praticadas contra eles, em especial as violências sexuais. O encontro acontece do dia 28 ao dia 30 de Novembro de 2016 no Centro de Convenções Israel Pinheiro – QL 32 do Lago Sul St. Hermida Dom Bosco QL 32, Bloco A - Lago Sul, Brasília – DF - E é destinado a representantes das Redes Nacionais de Defesa dos Direitos de crianças e adolescentes, da sociedade civil organizada, que lidam com o enfrentamento a violência sexual e outras violações ao público de infanto-juvenis previamente convidadas.

O encontro formativo mobilizado pela Associação Barraca da Amizade, ECPAT Brasil e Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra crianças e Adolescentes através da Campanha ANA (Aliança Nacional de Adolescentes), com cofinanciamento da União Europeia, tem o objetivo de fortalecer os espaços das organizações sociais na discussão, incidência e deliberação das políticas públicas dos direitos de crianças e adolescentes, assim como analisar, mapear, tirar encaminhamentos de ações, diretrizes e estratégias para o fortalecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nos estados frente à situação atual da infância e adolescência.

“Com esse encontro pretendemos discutir o cenário político atual e suas implicações para as políticas de direitos humanos, com enfase nos direitos sexuais de crianças e adolescentes LGBTI, e esperamos qualificar as redes nacionais e tirar estratégias conjuntas de incidência da sociedade civil organizada para frear essas sucessivas tentativas de retrocessos”. Enfatiza a Coordenadora do projeto e Membro colegiada do ECPAT Brasil Lídia Rodrigues.

Na programação do Encontro está previsto cinco mesas de reflexão com especialistas que abordarão temas como: Direitos Humanos e Infância e Adolescência no Congresso Nacional, Sexualidade, Diversidade, Direitos Sexuais, Infância e Adolescência, LGBTfobia, Violência Sexual e Políticas Públicas. E grupos de trabalhos para pactuar estratégias de fortalecimento dos direitos humanos de meninas e meninos no atual contexto do país. A primeira mesa da formação, será aberta para o público em geral, com o tema: Política de Direitos Humanos: desafios para a incidência da sociedade civil frente às reformas em curso, marca a agenda dos 16 dias de ativismo pelos direitos humanos, mobilização em alusão ao dia Internacional dos Direitos Humanos: dia 10 de dezembro

Na oportunidade será lançado o projeto cofinanciado pela União Europeia que inaugura um novo ciclo da Campanha ANA – Aliança Nacional de Adolescentes: Por direitos sexuais LGBTI - que tem por objeto fortalecer a capacidade de incidência na defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes LGBTI em redes e enfrentando a violência sexual contra crianças e adolescentes. Tudo isso com o intuito de fortalecer as identidades e combater a homofobia, lesbofobia e transfobia, que muitas vezes crianças e adolescentes ainda sofrem, nos espaços institucionais.

Veja abaixo a programação do encontro e acompanhe as discussões na nossa pagina do facebook.


PROGRAMAÇÃO FORMAÇÃO SOBRE DIREITOS SEXUAIS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES LGBTI E ENCONTRO DAS REDES NACIONAIS


                                                                    1ª DIA 28/11 

15h – Abertura: Mesa de Boas Vindas (representantes das Redes Nacionais) e Lançamento do Projeto Aliança Nacional de Adolescentes pelos Direitos LGBTI

16h - Mesa: Análise de conjuntura do Cenário da Infância e Adolescência no Congresso Nacional

Inesc - Cleo

Mediação: Gabinete do Jean Willis

17h30 - Intervalo

18h – Mesa: Política de Direitos Humanos - Análise de conjuntura – desafios para a incidência da sociedade civil frente às reformas em curso

Renato Roseno – Deputado Estadual PSol CE e Militante dos Direitos Humanos

Mediação: Vinicius Miguel – Anced

20h - Assinatura de termo de cooperação (projeto ECPAT, Plan Brasil e CEDECA) e encerramento do primeiro dia.



2ª DIA 29/11



8h30 - Trabalho em Grupos

Levantar estratégias para incidência das redes da sociedade civil no atual contexto

11h às 11h30 - Socialização dos grupos e panorama sintético dos trabalhos para que possamos tirar os encaminhamentos e pactuações

Mediação: Bel

12h30 - Intervalo para Almoço

14h - Mesa: Sexualidade, Diversidade, Direitos Sexuais, Infância e Adolescência CFEMEA

Cores - Carol Arcari

Fórum Peti – Dr Eduardo Varandas

Coturno de Vênus

Mediação: Irina Baci

3º DIA - 30/11

08h30 - Mesa: LGBTfobia, Violência Sexual e Políticas Públicas 
Saúde – Katia Souto
Educação – Comissão de Educação da ABGLT
Proteção Especial – Acolhimento e Adolescentes Privados de Liberdade – Fabio Felix
Mediação: Estela Escandola

11h – Trabalho em Grupos – Quais os maiores desafios quanto ao debate e propostas de incidência nas políticas sobre o tema dos direitos sexuais LGBTI?

12h30 - Intervalo para almoço

14h – Apresentação dos Grupos e pactuação de estratégias de encaminhamentos

15h – Avaliação e Encerramento

Projeto Co-Financiado União Europeia

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